As ilhas Larak e Qeshm são peças-chave no controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz, vital para o petróleo global. Descubra como a Guarda Revolucionária atua!
As ilhas Larak e Qeshm são fundamentais para o controle iraniano sobre o Estreito de Ormuz, que é crucial para a passagem de embarcações em direção aos portos de petróleo do Golfo Pérsico e às rotas marítimas globais. De acordo com a plataforma de dados marítimos Lloyd’s List, entre 13 e 25 de março, 26 navios cruzaram o estreito com autorização da Guarda Revolucionária do Irã.
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A Guarda Revolucionária, que é o braço militar do regime iraniano, tem ameaçado e atacado embarcações que tentam atravessar o estreito, por onde circula 20% da oferta global de petróleo e gás natural. A Lloyd’s List também informou que algumas embarcações pagaram um pedágio em yuan, moeda chinesa, para a travessia, enquanto a maioria conseguiu a passagem com base em avaliações políticas e diplomáticas das forças iranianas.
A autorização para a passagem por rotas específicas, acompanhada por escolta de lanchas da Guarda Revolucionária, é o que assegura que um navio possa atravessar o estreito sem ser atacado. Antes do conflito atual no Oriente Médio, o tráfego marítimo costumava ocorrer ao sul das ilhas, próximo à península de Musandan, em Omã.
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou em uma entrevista a uma emissora estatal que “o Estreito de Ormuz não está completamente fechado, apenas para nossos inimigos”. Ele afirmou que embarcações de países como China, Rússia, Paquistão, Iraque, Índia e Bangladesh conseguiram passar pelo estreito, destacando que essas nações mantêm diálogo e coordenação com o Irã.
O Irã reivindica a soberania sobre o estreito como uma condição para alcançar um acordo com os Estados Unidos e encerrar a guerra em curso no Oriente Médio. O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que aceitaria um controle conjunto sobre Ormuz, caso um acordo de cessar-fogo fosse alcançado.
No entanto, o Irã nega que haja negociações formais, afirmando que apenas “trocas de mensagens” estão ocorrendo por meio de intermediários, como o Paquistão.
Washington apresentou 15 pontos para um possível acordo, incluindo questões que o Irã considera inaceitáveis, como o reconhecimento do Estado de Israel e restrições ao seu programa de mísseis balísticos. Em resposta, o Irã também levantou demandas que não são aceitáveis para os EUA, como compensação por danos da guerra e garantias de não ataque.
Apesar das declarações sobre “negociações”, na semana passada, dois grupos de embarcações de guerra dos EUA, liderados por navios de assalto anfíbio, estavam a caminho do Oriente Médio. Os navios USS Boxer e USS Trípoli, com um total de 5 mil fuzileiros navais, têm a capacidade de operar como “mini porta-aviões” e servir como base para incursões terrestres.
Além disso, cerca de mil militares da 82ª Aerotransportada do Exército, especializados em assaltos aéreos, devem ser enviados para a região nos próximos dias. Em resposta a essas movimentações, o Irã tem intensificado sua presença militar na Ilha de Kharg, que é responsável por cerca de 90% das exportações de petróleo do país, investindo em sistemas de defesa e armamentos.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.