Irã inclui 45 navios em lista de embarcações que violaram normas e ameaça com multas e confisco

A inclusão dos navios na lista iraniana intensifica as tensões no Golfo e pode afetar o comércio global de petróleo e gás, crucial para a economia mundial.

24/08/2026 08:01

3 min

Navios ancorados no Estreito de Ormuz
Navios ancorados no Estreito de Ormuz

O Irã anunciou a inclusão de 45 navios– tanque em uma lista de embarcações que supostamente violaram suas normas para a travessia do Estreito de Ormuz.

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Essa medida surge em meio ao aumento das tensões na região, apenas seis meses após o início do conflito. As embarcações listadas podem enfrentar multas, detenção e até confisco de suas cargas.

Ameaças e sanções

O alerta dos iranianos veio logo após os Estados Unidos ameaçarem impor “as sanções mais severas da história” ao país. Em resposta, o Irã garantiu que qualquer nova ameaça teria uma resposta “devastadora”. A lista de restrições inclui navios de grande porte destinados ao transporte de petróleo bruto, conhecidos como VLCCs (Very Large Crude Carriers), além de embarcações para gás natural liquefeito (GNL) e gás liquefeito de petróleo (GLP), entre outros produtos refinados.

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Entre os navios citados, alguns pertencem à ADNOC Logistics and Shipping, dos Emirados Árabes Unidos; à Navig 8 Tankers, subsidiária da ADNOC; e à Bahri, companhia nacional de transporte marítimo da Arábia Saudita. O Irã alertou que qualquer embarcação envolvida em transferências de carga com essas embarcações também poderá ser adicionada à lista.

Regulamentações e impacto no comércio

Embora a publicação não tenha detalhado quais seriam as regras específicas do Irã, já ficou claro que os proprietários dos navios deverão obter autorização do país para operar e também pagar por serviços de segurança e outros serviços relacionados.

Além disso, os Estados Unidos impuseram um bloqueio naval às operações marítimas ligadas ao Irã.

A região do Golfo é crucial para o comércio global, fornecendo cerca de 20% do petróleo bruto e do gás natural liquefeito consumidos diariamente no mundo. O conflito em curso tem perturbado significativamente o tráfego de petroleiros nesta área estratégica.

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Em resposta à situação, esforços coordenados pelos EUA estão permitindo que algumas quantidades discretas de petróleo sejam transportadas através do Estreito de Ormuz. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, mencionou que a média diária de petróleo saindo do Estreito supera 8 milhões de barris por dia, destacando o papel da Marinha dos EUA na manutenção desse fluxo.

Repercussão entre armadores

Além das empresas já mencionadas, também foram listados navios pertencentes à Klaveness Ship Management, à Stolt Tankers e à sul – coreana Sinokor. Até o momento, as empresas não responderam aos pedidos da Reuters sobre comentários a respeito dessa nova regulamentação.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico informou que os proprietários das cargas devem consultar regularmente uma lista atualizada das embarcações consideradas em situação de não conformidade para viagens relacionadas ao Golfo. Para remover seus nomes dessa lista, os navios deverão apresentar solicitações às autoridades marítimas iranianas acompanhadas das justificativas necessárias.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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