Irã ignora proposta dos EUA e usa estratégia de pressão por melhores condições

O Irã ainda não respondeu à proposta dos Estados Unidos sobre seu programa nuclear, levantando questões sobre suas estratégias e o papel do Catar como mediador.

10/05/2026 00:11

2 min

Irã ignora proposta dos EUA e usa estratégia de pressão por melhores condições
(Imagem de reprodução da internet).

Irã ainda não se manifesta sobre proposta dos EUA

O Irã não deu resposta à proposta apresentada pelos Estados Unidos em relação ao seu programa nuclear. Lourival Sant’Anna, analista internacional, aponta que a demora não é apenas um sinal de rejeição, mas uma estratégia consciente para pressionar por condições mais favoráveis.

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Em comentário no CNN Prime Time, Sant’Anna destacou que o Irã busca manter seu direito de desenvolver um programa nuclear, que o país afirma ser pacífico, enquanto se submete às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica.

Esse modelo foi utilizado após o acordo de 2015, que permaneceu em vigor até 2018, quando foi rompido por Trump. “O Irã pressiona por melhores condições e como faz isso? Com o tempo, que é o que ele possui. Eles acreditam ter mais tempo do que Trump do ponto de vista político”, afirmou o analista.

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Apesar das severas sanções econômicas, o regime iraniano acredita que pode suportar esse custo político por um período mais longo do que seus interlocutores.

Sant’Anna mencionou que a CIA teria indicado que o Irã pode aguentar essa situação por mais quatro meses. No âmbito diplomático, o dia foi marcado por um evento significativo. Pela primeira vez desde 28 de fevereiro, um cargueiro transportando gás natural liquefeito do Catar atravessou o estreito sem incidentes.

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Coincidentemente, o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, se encontrou na Flórida com Marco Rubio e Steve Witkoff, enviado especial do presidente Trump para o tema.

Catar como mediador e influência da China

Sant’Anna observou que o Catar parece estar desempenhando um papel eficaz como intermediário, retomando sua função histórica de mediador, especialmente em conflitos relacionados à Faixa de Gaza. “Aparentemente, o Catar está negociando bem com o Irã, pois foi o Irã que permitiu a passagem desse navio”, comentou o analista.

Outro elemento importante na situação é a China, que possui considerável influência sobre o assunto, uma vez que 90% do petróleo iraniano é vendido para os chineses.

O Paquistão, que é visto como um dos principais negociadores intermediários, também depende da China em questões de segurança. O chanceler iraniano Abazarak se reuniu com o chanceler chinês Wang Yi durante a semana, e os dois países teriam alinhado suas posições. “Você pode perceber que a China também usará esse poder nas negociações”, concluiu Sant’Anna.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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