Irã hesita em assinar acordo com os EUA; reações internas aquecem o debate sobre a paz

O Irã enfrenta um dilema sobre o acordo com os EUA, enquanto reações internas intensificam o debate sobre a paz e a soberania nacional. O que está em jogo?

(Imagem de reprodução da internet).

Irã ainda não decidiu sobre acordo com os EUA

O Irã ainda não chegou a uma decisão definitiva sobre o memorando de entendimento proposto entre Washington e Teerã, conforme reportado pela mídia estatal do país. Isso ocorre apesar da declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que um acordo seria assinado neste domingo (14), data de seu 80º aniversário.

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Até o momento, Teerã não confirmou que um texto final tenha sido acordado.

Um dos principais representantes da linha dura, Mahmoud Nabavian, expressou que, caso o Irã assine o acordo, “nos tornaremos efetivamente uma colônia dos Estados Unidos”. Ele fez essa afirmação nesta manhã, enquanto uma fonte com conhecimento das negociações indicou que esforços estavam sendo feitos para facilitar a conclusão do acordo.

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Além disso, no sul de Beirute, houve resposta a disparos realizados contra o norte do território israelense.

Desdobramentos e reações

Aviões-tanque de reabastecimento aéreo dos Estados Unidos, que têm como objetivo apoiar a guerra contra o Irã, estão congestionando os aeroportos israelenses, conforme relatado pelo ministro dos Transportes de Israel. Isso pode acarretar o cancelamento de voos durante o verão.

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Em outro evento, diversos bancos iranianos foram alvo de um ataque cibernético de alcance limitado, segundo o secretário do conselho de coordenação bancária do país.

Em uma outra frente, a seleção iraniana de futebol realizou seu último treino no México antes de seguir para Los Angeles, onde fará sua estreia na Copa do Mundo de 2026. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia sugerido que um memorando seria assinado hoje, mas Teerã ainda não confirmou um acordo final.

Reações internas e críticas ao governo

Setores conservadores do Irã estão se manifestando contra alguns pontos do acordo de paz entre o país e os EUA. Mahmoud Nabavian destacou que, se o Irã assinar o tratado, isso significaria abrir o estratégico Estreito de Ormuz “até mesmo para Israel”.

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Ele também mencionou que qualquer atividade de enriquecimento de urânio exigiria autorização dos Estados Unidos, até mesmo para fins como a produção de medicamentos ou eletricidade.

Nabavian questionou a clareza sobre quando o Irã se beneficiaria da liberação de ativos congelados no exterior ou do alívio das sanções, afirmando que “quanto mais sinais de fraqueza enviarmos, mais a guerra se aproximará de nós”. O texto do acordo ainda não foi oficialmente divulgado, e veículos de comunicação iranianos alertaram sobre divisões internas.

O jornal Javan, próximo à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, afirmou que alguns oradores em manifestações públicas estariam desconsiderando as orientações do líder supremo, Mojtaba Khamenei, e “agindo para semear cisma e divisão entre a população”.

Durante um ato em Teerã no sábado, manifestantes pediram a renúncia do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e do principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, relembrando o assassinato do pai de Khamenei no início do conflito em fevereiro.

Ali Rabiei, aliado do presidente iraniano Masoud Pezeshkian, defendeu o governo neste domingo, alertando contra a criação de “narrativas artificiais”.