Irã fecha estreito de Ormuz para ‘inimigos’ e acusa EUA de aumentar riscos na região

Irã fecha estreito de Ormuz para ‘inimigos’! Ministro Araqchi revela lista de países autorizados e critica garantias internacionais. Saiba mais!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Irã Restringe Acesso à Via Marítima do Estreito de Ormuz

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araqchi, anunciou na quarta-feira, 26 de março de 2026, que o estreito de Ormuz permanece aberto, porém com critérios específicos de acesso. Em uma entrevista, o chanceler detalhou quais nações possuem autorização para transitar por essa via marítima estratégica.

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A lista de países aprovados inclui China, Rússia, Índia, Iraque e Paquistão.

Restrições e Política de Resistência

Araqchi enfatizou que a permissão para passagem é concedida apenas a aliados, enquanto a entrada de “inimigos” é estritamente proibida. O ministro reiterou a postura iraniana de resistência e desconexão de negociações, afirmando que a política atual é de continuidade da resistência.

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Ele mencionou contatos diplomáticos com ministros das Relações Exteriores de países vizinhos, mas ressaltou que a posição iraniana permanece firme e baseada em princípios.

Ceticismo em Garantias Internacionais

Ao questionar a eficácia de garantias internacionais para um possível cessar-fogo, Araqchi expressou ceticismo, afirmando que tais garantias não são totalmente confiáveis. O ministro defendeu que a capacidade de resposta militar do Irã constitui um mecanismo de dissuasão próprio, referindo-se às 81 ondas de ataques de retaliação contra alvos dos Estados Unidos e de Israel na região.

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Críticas à Presença Militar Americana

Araqchi também criticou a presença militar norte-americana no Oriente Médio, argumentando que as bases americanas aumentam os riscos de segurança. Ele citou exemplos de ataques a instalações em países como Qatar, Bahrein, Kuwait, Arábia Saudita e Jordânia, considerando-os como evidência de que as bases americanas não proporcionam segurança aos países anfitriões.

Cessar-Fogo e Responsabilização

O ministro avaliou que um cessar-fogo sem garantias efetivas tende a prolongar o conflito, descrevendo-o como um “ciclo vicioso”. Ele defendeu que o adversário deve ser responsabilizado pelos danos sofridos pelo povo iraniano e compensado por eles.

Araqchi classificou a resposta militar iraniana como um marco, mencionando que o fato de seus oponentes estarem agora falando em negociações é, por si só, uma admissão de derrota.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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