Irã Executa Atleta de Wrestling e Outros em Execuções Polêmicas
Em um ato que gerou forte condenação internacional, o Irã executou na quinta-feira, 19 de março de 2026, por meio de enforcamento, Saleh Mohammadi, um atleta da seleção nacional de wrestling de 19 anos. A informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana e confirmada pela Iran Human Rights.
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As execuções fazem parte de uma série de ações contra indivíduos ligados aos protestos que eclodiram no país no início do ano.
Os demais atletas envolvidos, Mehdi Ghasemi, 22 anos, e Saeed Davoudi, também foram executados. As autoridades iranianas afirmaram que os três homens foram condenados após a morte de dois policiais durante manifestações em Qom, ocorrido em 8 de janeiro.
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Além da acusação de homicídio, foram considerados culpados de moharebeh, ou “guerra contra Deus”, um termo utilizado para criminalizar a oposição ao governo.
Contexto dos Protestos e Repressão
As execuções representam as primeiras ações diretamente relacionadas aos protestos que iniciaram-se em 28 de dezembro de 2025. As manifestações, motivadas por descontentamento com a situação econômica e política do país, foram duramente reprimidas pelas autoridades iranianas.
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De acordo com relatos, agentes de segurança utilizaram armas de fogo e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, e o acesso à internet foi restrito em diversas ocasiões.
Reações Internacionais e Preocupações Humanitárias
O governo dos Estados Unidos manifestou preocupação com as execuções, afirmando que o Irã havia feito promessas de evitar atos violentos contra os manifestantes. Mahmood Amiry-Moghaddam, diretor da IHRNGO, criticou os julgamentos, denunciando que foram baseados em confissões obtidas sob tortura. “Consideramos essas execuções como assassinatos extrajudiciais, realizados com a intenção de criar terror para suprimir a dissidência política”, declarou.
A organização expressou o temor de que as execuções possam levar a uma onda de violência e a um aumento no número de manifestantes presos.
Amiry-Moghaddam alertou para o risco de execuções em massa e apelou à comunidade internacional para que adote medidas urgentes. “Estamos enfrentando um risco muito real e iminente de execuções em massa de manifestantes”, acrescentou. A situação continua tensa, com a comunidade internacional acompanhando de perto os acontecimentos no Irã.
