Irã Executa 45 Pessoas em Repressão Política em 2026

Aumento da repressão política no Irã eleva execuções a 45 em 2026, intensificando o controle sobre a população e gerando preocupação internacional

22/06/2026 13:14

3 min

Entre os mortos estão 12 menores de idade | Hrana
Entre os mortos estão 12 menores de idade | Hrana

O regime iraniano realizou, pelo menos, 45 execuções em 2026 com base em acusações de natureza política, segundo reportagens jornalísticas. A maior parte dessas punições ocorreu nos últimos três meses, período marcado por intensos conflitos com os Estados Unidos e Israel.

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Analistas de direitos humanos apontam que o aumento da repressão interna visa manter o controle sobre uma população já insatisfeita, utilizando o medo como principal ferramenta de governança.

Aumento da Repressão e Acusações Políticas

As autoridades iranianas têm intensificado o aparato legal contra opositores. Casos recentes de punição incluem a condenação de artistas por apresentações artísticas que não utilizavam o hijab, o véu islâmico obrigatório que cobre os cabelos das mulheres.

Um exemplo notório é o caso da cantora Parastoo Ahmadi, que foi alvo de punição após postar um vídeo no YouTube em 2024 em que aparecia sem o vestuário exigido.

As declarações oficiais reforçam o tom de repressão. Em maio, Ahmad-Reza Radan, chefe da polícia iraniana, informou que 6.500 indivíduos haviam sido detidos desde o início do conflito. Radan classificou esses detidos como “espiões” e “traidores”, termos que ampliam o escopo das acusações criminais.

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Por sua vez, em abril, Gholam Hossein Mohseni-Ejei, chefe do Judiciário, alertou que casos de suposta colaboração com “regimes agressores” seriam julgados de maneira acelerada. Segundo ele, os acusados seriam “tratados de forma decisiva e sem clemência pela lei”.

Preocupações de Direitos Humanos e Situação dos Protestantes

Grupos internacionais de direitos humanos expressam profunda preocupação com a escalada das execuções. Eles alertam que o crime de espionagem está sendo usado de forma excessivamente flexível, ou “elástica”, como um mecanismo legal para sufocar qualquer forma de atividade política ou dissidência.

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A incerteza paira sobre o destino de milhares de iranianos que foram presos após participarem dos protestos que eclodiram em janeiro de 2026. Na época dos protestos, o governo iraniano havia afirmado publicamente que não haveria execuções de manifestantes.

Em um contexto de tensões internas, o Irã também busca estabilidade econômica por meio de acordos externos. Em 22 de junho de 2026, autoridades em [Localidade não especificada] estiveram em negociações com os Estados Unidos. Os países concordaram em um roteiro detalhado para um acordo final que deverá ser concluído em 60 dias, incluindo o fim do conflito.

Para o Irã, a conclusão desse acordo é vital, pois visa a liberação de ativos financeiros que foram congelados e a obtenção de isenções para as exportações de petróleo, medidas que ajudariam a desafogar significativamente a economia nacional.

A situação iraniana, portanto, apresenta um contraste marcante entre o endurecimento da repressão política interna e a busca ativa por negociações diplomáticas internacionais.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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