Irã acusa EUA e Israel de caos e insegurança regional! Abbas Araghchi denuncia “fracasso” de planos e ataques cegos contra o Irã. Tensão explode na região!
Em entrevista transmitida na terça-feira, 9 de março de 2026, o chanceler iraniano Abbas Araghchi criticou veementemente os Estados Unidos e Israel, afirmando que os dois países “fracassaram” em seu plano inicial em relação ao Irã e agora estão “sem rumo”.
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Araghchi expressou ceticismo quanto a qualquer desfecho realista, destacando o caos aparente nas ações e decisões dos EUA e Israel. A entrevista ocorreu em um contexto de crescente tensão, marcado por ataques e retaliações mútuas.
O chanceler acusou os EUA e Israel de atacar o Irã “cegamente”, com ofensivas direcionadas a zonas residenciais, hospitais, escolas e infraestruturas críticas. Araghchi argumentou que não há um objetivo razoável por trás dessas ações, e que a situação se agravou com a instabilidade gerada pelos ataques.
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Ele ressaltou que a insegurança na região se intensificou devido à agressão, afetando até mesmo navios que transitam pelo Estreito de Ormuz.
Em relação à pressão exercida sobre o Irã por meio da manipulação do mercado petrolífero, Araghchi negou que o país estivesse implementando um plano nesse sentido. Ele atribuiu a queda no ritmo da produção e interrupções no transporte de petróleo não à ação iraniana, mas aos ataques e à agressão realizados por Israel e Estados Unidos.
O chanceler enfatizou que a insegurança provocada pelo conflito tem consequências graves para a região e para a comunidade internacional.
Araghchi também abordou as negociações com os norte-americanos, classificando-as como “fora de questão”. Ele citou experiências negativas anteriores, incluindo ataques durante as negociações de junho passado, e expressou ceticismo quanto à possibilidade de um acordo.
O chanceler mencionou as declarações do filho de Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, que também indicou que as negociações com os EUA estão improváveis. Além disso, Araghchi afirmou que a guerra foi “imposta” ao Irã, e que os ataques a países vizinhos são uma forma de autodefesa, justificando-os como legítimos.
O chanceler detalhou que o Irã alertou a região sobre as consequências de um ataque dos EUA, e que, em caso de agressão, responderia com ataques às bases americanas na região. Ele negou que os civis fossem alvos preferenciais dos ataques, classificando-os como “efeitos colaterais” de uma guerra.
Araghchi também apontou que os EUA não estão dispostos a reconhecer o direito do Irã de enriquecer urânio para fins pacíficos ou suspender as sanções econômicas.
A escalada na tensão culminou em uma operação militar conjunta entre os EUA e Israel, lançada em 28 de fevereiro, com o objetivo de pôr fim ao programa nuclear iraniano. O presidente dos Estados Unidos, (Partido Republicano), afirmou que o ataque foi uma resposta à agressão iraniana.
Posteriormente, o governo iraniano decretou 40 dias de luto oficial em memória de Ali Khamenei, líder supremo do Irã, que faleceu em um dos ataques.
As declarações do presidente norte-americano, (Partido Republicano), sobre a proximidade do Irã em desenvolver mísseis que ameaçam a Europa e as bases americanas no exterior, intensificaram ainda mais a tensão. As negociações entre o Irã e os EUA, que não resultaram em acordo, foram interrompidas após a autoridade sênior do Irã expressar sua disposição de negociar, desde que os norte-americanos reconhecessem o direito do país de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.