Número de mortos nos protestos no Irã sobe para 646! Imagens chocantes de corpos em bolsas mortuárias em Teerã. 505 manifestantes, incluindo 9 menores, e 133 militares foram mortos. 10.721 presos! EUA e Irã trocam acusações e ameaças. Reunião diplomática em risco
O número de vítimas dos protestos que assolam o Irã continua a aumentar. Segundo a Human Rights Activists News Agency, até o dia 11 de janeiro de 2026, a contagem de mortos atingiu 646. Esse número inclui 505 manifestantes, entre eles 9 menores de 18 anos, além de 133 militares e integrantes das forças de segurança, um promotor e sete civis não envolvidos nos protestos.
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Paralelamente, o total de presos ascendeu a 10.721.
Imagens divulgadas no domingo mostraram corpos de manifestantes em bolsas mortuárias no Centro Médico Forense de Kahrizak, em Teerã. A situação é extremamente delicada e levanta sérias preocupações sobre os direitos humanos no país.
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O chanceler iraniano, Abbas Araqchi, e o presidente dos Estados Unidos (Partido Republicano) criticaram a escalada da violência. Araqchi afirmou que as declarações do norte-americano incentivaram “terroristas”, enquanto Trump, em 10 de janeiro, declarou que os EUA estão prontos para ajudar os iranianos, afirmando que os manifestantes estão “vislumbrando a liberdade”.
Horas depois, Teerã reagiu. O presidente do Parlamento do Irã declarou que o país revidaria se fosse atacado, mencionando bases militares norte-americanas na região como possíveis alvos. Em 11 de janeiro, o republicano se dirigiu a jornalistas, afirmando que o Irã procurou os EUA, alegando que os iranianos queriam negociar após se sentirem “apanhados” pelos norte-americanos.
A expectativa é de uma reunião entre os dois países, mas existe a possibilidade de Washington realizar alguma ação contra os iranianos antes disso.
Na segunda-feira (12 de janeiro), imagens divulgadas por emissoras ligadas à TV estatal do Irã mostraram milhares de iranianos saindo às ruas em apoio ao governo. Essa manifestação ocorreu em resposta à participação do presidente em um ato na capital Teerã.
Os manifestantes carregavam bandeiras do país e retratos do aiatolá Ali Khamenei.
Pezeshkian, no domingo (11 de janeiro), disse que a violência durante os protestos contra o governo é culpa de “criminosos terroristas urbanos”, classificando o ato de 2 de janeiro como uma “marcha de resistência nacional”.
Os protestos no Irã iniciaram-se em 28 de dezembro de 2025, motivados pela grave situação econômica do país, marcada pela desvalorização da moeda, inflação de 42,2% (dados de dezembro de 2025) e aumento dos preços de bens essenciais. Comerciantes e trabalhadores foram às ruas para exigir um alívio econômico.
A situação se agravou com a crescente demanda por reformas políticas e do sistema judiciário, bem como por mais liberdade e críticas ao governo do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã.
O Irã reagiu aos protestos, utilizando armas de fogo e gás lacrimogêneo para reprimir as manifestações. O presidente Khamenei chama os manifestantes de “sabotadores”. Ali Khamenei – o aiatolá de 86 anos está no poder desde 1989. Ele comanda uma teocracia islâmica xiita que concentra poder absoluto no líder supremo, cargo vitalício com autoridade sobre todos os Poderes constitucionais.
O regime, baseado na Sharia (lei islâmica), impõe restrições como o uso obrigatório de hijab a partir dos 9 anos e necessidade de autorização marital para viagens internacionais. A oposição permanece fragmentada entre a MEK (Organização dos Mujahideen do Povo), minorias étnicas e movimentos de protesto reprimidos, sem liderança unificada.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.