Irã e Omã criam corredor marítimo no Estreito de Ormuz após tensões globais
Irã e Omã intensificam aliança estratégica no Estreito de Ormuz face às crescentes tensões globais em 2026.
Na última terça – feira (2, Kazem Gharibabadi, vice ministro das Relações Exteriores iraniano, confirmou em pronunciamento na televisão estatal que os dois países chegaram a um consenso quanto à nova passagem. Segundo o diplomata iraniano, tanto as águas territoriais de entrada como parte da saída do trânsito serão utilizadas pelo próprio Irão.
O novo corredor terá 11,quilômetros totais de extensão e faz parte de uma negociação mais ampla entre Teerã e Mascate. A Guarda Revolucionária Islâmica detalhou ainda que foram firmados acordos sobre a participação de cada país nas áreas aquáticas do estreito e também definiram regras para dividir receitas provenientes dessa rota temporariamente estabelecida.
Acordo Iraniano com Omã estabelece corredor provisório
Impacto estratégico no mercado energético global. O Estreito é vital porque o bloqueio potencial por partilhas iranianas sempre foi visto como um poder geopolítico significativo. Com esse cenário em aberto, analistas observaram desde o primeiro semestre deste ano uma espiral intensa de volatilidade nos mercados petroleiros globais.
Quando Ormuz esteve praticamente paralisado devido às tensões militares entre EUAIsrael e Irã — conflitos que completam seis meses nesta semana —, os efeitos foram visíveis na movimentação marítima do local. A agência Kpler registrou a queda drástica no tráfego: se a média diária era de 9travessias até fevereiro, ela caiu para apenas cerca de dez atravessadas por dia quando houve paralisações.
Além disso, há relatos sobre minas lançadas pelo lado iraniano em uma área considerada perigosa com aproximadamente 1,mil quilômetros quadrados. Os Estados Unidos têm mantido postura firme diante qualquer manejo da rota devido ao fracasso militar anterior contra o poder iraniano e à tentativa contínua de levar Teirã à rendição.
Detalhes do acordo provisório entre Irão e Omã. Gharibabadi foi enfático durante seu pronunciamento: a passagem acordada é apenas temporária e não significa que haja um plano para reverter permanentemente as condições atuais no estreito. Para os líderes iraniano e omanita (Abbas Araqchi e Sayid Badr bin Hamad, respectivamente), uma abertura definitiva só seria possível se Washington aceitasse termos em algum futuro pacto de paz proposto desde junho.
O combinado também inclui o desenvolvimento conjunto de projetos de desminagem na área marítima disputada. As autoridades dos dois países afirmaram ainda buscar continuar negociações técnicas visando chegar tanto a um acordo sobre como será administrado o corredor permanente quanto definir mecanismos específicos para gestão do tráfego, segurança da navegação e compartilhamento de informações entre as partes envolvidas.
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No entanto, detalhes cruciais permanecem indefinidos; por exemplo: quais serão os protocolos operacionais exatos? Quando exatamente haverá início das travessias seguras?