Os governos do Irã e dos Estados Unidos acabaram por rejeitar um plano de acordo. A proposta em questão foi apresentada em Washington e Teerã na noite de domingo, dia 5 de abril de 2026.
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Nesta segunda-feira, dia 6 de abril, os dois países comunicaram que não aceitariam o plano nos termos sugeridos pelos mediadores internacionais.
O regime iraniano enviou uma resposta oficial ao governo paquistanês, apresentando, inclusive, uma contraproposta. O presidente dos Estados Unidos, filiado ao Partido Republicano, avaliou o documento iraniano como um avanço, mas ainda considerou-o insuficiente.
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Segundo Trump, o prazo final estabelecido por Washington para uma resolução é nesta quarta-feira, dia 7 de abril.
O plano paquistanês, apelidado provisoriamente de “Acordo de Islamabad”, previa uma negociação dividida em duas etapas distintas. A primeira fase exigia um cessar-fogo imediato, o que abriria caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Posteriormente, as partes teriam um período de 15 a 20 dias para negociar um acordo mais abrangente. Este acordo deveria incluir compromissos do Irã sobre seu programa nuclear e possíveis alívios de sanções.
Em um entendimento inicial, o acordo poderia ser formalizado por meio de um memorando de entendimento assinado eletronicamente, com mediação paquistanesa. Anteriormente, no domingo, 5 de abril, havia discussões sobre um cessar-fogo de 45 dias entre EUA e Irã, visando um acordo permanente.
A agência estatal iraniana Irna reportou que Teerã prefere negociar o fim definitivo do conflito. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, alertou que um cessar-fogo temporário poderia, na verdade, permitir que adversários se reorganizassem para novos ataques.
A mediação do processo foi conduzida pelo chefe do Exército paquistanês, Asim Munir. Ele manteve contatos importantes com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e com o chanceler iraniano, Abbas Araqchi.
A recusa em aceitar os termos sugeridos aponta para divergências profundas sobre o ritmo e as condições de qualquer trégua ou acordo futuro entre as potências envolvidas.
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Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.
