Irã e EUA buscam solução para conflito: avanços, mas sem acordo iminente

Irã Avalia Avanços em Negociações com EUA, Mas Não Projeta Acordo Iminente
O Irã comunicou nesta segunda-feira (25) que houve progresso nas conversas com os Estados Unidos, buscando uma solução para o conflito iniciado pelo país norte-americano e por Israel. No entanto, o governo iraniano ressaltou que um acordo ainda não está próximo de ser concretizado.
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Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que grande parte das questões em debate foi resolvida.
“É verdade que chegamos a uma conclusão em grande parte dos temas em discussão”, declarou Baqaei durante uma entrevista coletiva em Teerã. “Mas afirmar que a assinatura de um acordo é iminente é algo que ninguém pode sustentar”, acrescentou.
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A complexidade das posições dos Estados Unidos, com desorganização no processo de tomada de decisão e divergências internas, tem sido apontada como um dos principais obstáculos.
Influência de Israel no Processo
Baqaei também acusou Israel de influenciar o cenário político americano. Segundo ele, a pressão do país hebreu sobre setores políticos dos Estados Unidos contribui para ampliar as contradições em Washington e dificulta a construção de um entendimento entre os países.
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Essa influência, segundo o porta-voz, é um fator crucial na complexidade das negociações.
Foco nas Negociações de Paz e Estreito de Ormuz
O governo iraniano não estabeleceu um prazo para a conclusão do entendimento. O objetivo de Teerã é alcançar um resultado que preserve os interesses nacionais iranianos. Um memorando com 14 artigos discute o fim da guerra, além de medidas relacionadas à acusação de “pirataria” dos Estados Unidos contra o Irã.
Atualmente, as negociações estão focadas no encerramento do conflito.
Cobrança de Taxas no Estreito de Ormuz
Adicionalmente, o Irã informou que pretende cobrar taxas por serviços de navegação de embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz. Segundo Baqaei, os custos estariam ligados à navegação segura e à proteção ambiental na região do Golfo Pérsico e do Mar de Omã.
O governo iraniano enfatiza que não busca cobrar pedágios, e que trabalha com Omã para formular um mecanismo que garanta a passagem segura de navios na região.
O Irã e Omã compartilham a responsabilidade direta na administração do estreito. Baqaei também ressaltou que outros países adotam medidas que tornam a situação mais complexa, e que Teerã mantém contato com diversos atores internacionais para acelerar a criação de um mecanismo de navegação.
O vice-chanceler iraniano Kazem Gharibabadi esteve em Omã para discutir o tema.
O representante iraniano considera que a segurança do Estreito de Ormuz é uma preocupação global, e que o país precisa equilibrar seus interesses de segurança com as necessidades da comunidade internacional.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



