Irã e EUA Assinem Acordo para Fim de Hostilidades em 18 de Junho
Irã e EUA formalizam acordo para cessar hostilidades, com reabertura do Estreito de Ormuz e fim de sanções americanas
Um acordo diplomático detalhado foi assinado entre líderes do Irã e dos Estados Unidos, estabelecendo obrigações mútuas para o fim de hostilidades, enquanto o presidente Donald Trump, em declarações recentes, manteve a narrativa de que o país norte-americano saiu vitorioso de um suposto conflito contra o Irã.
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O documento, publicado pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian na quinta-feira, 18 de junho de 2026, delineia um conjunto de compromissos que, segundo análises, impõem obrigações mais restritas ao governo dos EUA do que ao Irã.
Termos do Acordo: Obrigações Mútuas para a Estabilização Regional
O pacto assinado visa o fim imediato e permanente de todas as hostilidades em todos os fronts, incluindo o Líbano. As partes concordaram em respeitar a soberania e a integridade territorial um do outro, comprometendo-se a não ameaçar nem utilizar a força militar.
Além disso, o acordo exige que as negociações para um pacto final sejam concluídas em até 60 dias, com a chancela de uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.
As responsabilidades do lado iraniano incluem a reabertura do estreito de Ormuz para navegação comercial, sem a cobrança de taxas por um período de 60 dias, e a remoção de obstáculos técnicos e militares na região em até 30 dias. No âmbito nuclear, o Irã se compromete a não desenvolver armas nucleares e a manter o programa nuclear no estado atual até a conclusão do acordo final.
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Em contrapartida, os Estados Unidos assumem um pacote de obrigações consideráveis. É mandatório que Washington encerre o bloqueio naval ao Irã em um prazo máximo de 30 dias, restabelecendo o tráfego de embarcações em níveis proporcionais aos que existiam antes do conflito.
Adicionalmente, o acordo exige que os EUA emitam autorizações temporárias para a exportação de petróleo bruto e serviços iranianos, até que as sanções sejam formalmente removidas.
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Compromissos Financeiros e Desbloqueio de Ativos
Um dos pontos mais significativos do documento é o compromisso financeiro. Os Estados Unidos deverão desenvolver, junto a parceiros regionais, um plano de reconstrução e desenvolvimento do Irã no valor mínimo de US$ 300 bilhões, um projeto que deve ser finalizado em até 60 dias.
Outras exigências americanas incluem a remoção de todas as sanções contra o Irã — sejam elas unilaterais, primárias ou secundárias — e o desbloqueio de ativos financeiros congelados para uso irrestrito pelo Banco Central iraniano.
O texto também estabelece que o Irã deve negociar a administração futura do estreito de Ormuz com Omã e outros países litorâneos do Golfo Pérsico. O destino do material enriquecido iraniano permanecerá sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), mantendo as negociações sobre o enriquecimento de urânio para o acordo definitivo.
Narrativa Política: A Perspectiva de Donald Trump
Em um contexto político distinto do acordo diplomático, o ex-presidente Donald Trump, do Partido Republicano, fez uma declaração na quinta-feira, 17 de junho de 2026. Ele afirmou que os Estados Unidos teriam encerrado o conflito em uma posição de superioridade militar, sustentando que o país persa havia sido derrotado no confronto.
Ao responder a questionamentos sobre como convencer o público cético de que a vitória dos EUA sobre o Irã era um fato consumado, Trump declarou que o sucesso militar foi inquestionável. Ele enfatizou que a força americana garantiu o desfecho desejado, ignorando os termos negociados em acordos subsequentes.
Essa declaração cria um contraste notável entre o discurso político de vitória total e os detalhes complexos e limitados estabelecidos no acordo de paz regional.