Irã dispara contra EUA e nega diálogo no Oriente Médio!
Autoridades iranianas se mantêm firmes e criticam a política dos EUA. Saiba mais!
As autoridades iranianas reiteraram, mais uma vez, sua recusa em qualquer tipo de diálogo com o governo dos Estados Unidos. A posição é firme e acompanha a escalada do conflito no Oriente Médio, contrastando com tentativas de encerramento da guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos.
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Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbia, enfatizou que o Irã não cederá à pressão para negociar com um país que considera um agressor.
Zolfaghari declarou que o posicionamento do Irã permanece inalterado: “Ninguém fará acordo com alguém como vocês”. Ele ressaltou que a estabilidade regional depende da atuação das Forças Armadas iranianas e criticou a política externa dos Estados Unidos, descrevendo-a como uma era de promessas que chegou ao fim.
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A declaração completa foi marcada por um tom de firmeza, com a alegação de que o país não aceitará qualquer ameaça à sua soberania.
O representante também afirmou que a estabilidade regional depende da ação das Forças Armadas iranianas e criticou a condução da política externa dos Estados Unidos. “Sua era de promessas chegou ao fim. Hoje, no mundo, existem duas frentes: a verdade e a mentira.
E nenhum indivíduo que busca a liberdade se deixará influenciar pelas suas ondas midiáticas”, disse.
“O nível de seus conflitos internos chegou ao ponto de vocês negociarem entre si? Não haverá notícias de seus investimentos na região, nem vocês verão os preços anteriores da energia e do petróleo, até que entendam: a estabilidade na região é garantida pela mão poderosa de nossas Forças Armadas”, acrescentou.
Zolfaghari destacou ainda que o Irã declara claramente que “enquanto nossa vontade não existir, nenhuma situação retornará ao estado anterior. Isso ocorrerá quando a ideia de agir contra a nação iraniana for completamente apagada de suas mentes imundas”.
A negativa foi reforçada pelo embaixador do Irã no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, que afirmou que não houve negociações “diretas ou indiretas” entre os dois países. “Até agora não houve negociações, nem diretas nem indiretas”, declarou.
Enquanto isso, diversos países atuam como intermediários em uma tentativa de abrir caminho para conversas. Segundo fontes da Al Jazeera, o Paquistão repassou ao Irã propostas de cessar-fogo apresentadas pelos Estados Unidos e aguarda resposta. A Turquia também informou que transmite mensagens entre Teerã e Washington com o objetivo de reduzir a tensão.
A nomeação de Mohammad Bagher Zolghadr para chefiar o Conselho Supremo de Segurança Nacional, em substituição a Ali Larijani, morto em um ataque aéreo, também gerou atenção. A escolha reflete a crescente importância de setores militares na área de segurança nacional, e Zolghadr deve participar de decisões sobre eventuais negociações com os Estados Unidos, caso avancem.
O conflito começou após um ataque em 28 de fevereiro que resultou na morte do líder Ali Khamenei e de integrantes da cúpula militar. As ações incluíram bombardeios em diferentes regiões do país. Em resposta, forças iranianas lançaram mísseis e drones contra alvos ligados aos dois países.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.