Irã intensifica táticas de desgaste contra EUA e Israel! Estratégia de guerra relâmpago busca pressionar potências e ameaça economia global. Saiba mais.
O Irã parece estar adotando uma estratégia de desgaste para pressionar os Estados Unidos e Israel a recuarem em seu objetivo de desestabilizar o país. Segundo o historiador e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Murilo Meihy, o que se observa é o desenvolvimento de uma guerra de desgaste, que utiliza um ataque à economia global para forçar os países mais fortes a retrocederem.
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Meihy ressalta que o uso do petróleo como arma não é novidade, citando o boicote dos países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) nos anos 70, que causou instabilidade econômica na década de 80. O Irã, em sua estratégia, busca impedir que os EUA e Israel continuem com seu projeto de destruição, utilizando táticas como o fechamento do Estreito de Ormuz e ataques à infraestrutura petrolífera de aliados da região, como Barém, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Em relação à informação de que um líder iraniano teria sido ferido no mesmo ataque que matou seu pai, Meihy explica que o silêncio por parte da liderança é um recurso de proteção. Segundo ele, qualquer comunicação dessa entidade deixa um rastro que pode ser rastreado pelo serviço de inteligência dos inimigos.
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Essa estratégia visa evitar que os EUA e Israel tenham informações que possam ser usadas contra o Irã.
O professor projeta uma escalada estratégica por parte do Irã, buscando promover um ataque mais amplo às bases da economia global. Ele cita os ataques à infraestrutura petrolífera e de gás dos países do Conselho de Cooperação do Golfo, destacando que essa “tática contínua” visa a destruição das bases econômicas que envolvem os aliados norte-americanos na região.
Meihy alerta para as consequências mais amplas, como o impacto na dessalinização da água e no abastecimento de água potável em países que dependem do petróleo.
Meihy destaca a relação histórica entre o Irã e o Líbano, especialmente com a organização do Hezbollah. Desde a guerra civil libanesa, o Irã tem fornecido apoio militar e econômico ao grupo, incluindo a organização de um grupo paramilitar. A Resistência Islâmica atua como um interlocutor direto entre a sociedade libanesa e o Irã, com ações militares conjuntas na guerra da Síria e na contenção do avanço israelense.
O professor ressalta que esta é a primeira vez que há um ataque israelense diretamente ao território iraniano, antes a guerra era conduzida em teatros de operação indiretos, como na Síria e no Líbano. Ele também comenta sobre a liberação de reservas estratégicas por diversos países, incluindo Alemanha, Áustria, Japão e França, para conter a alta dos preços do petróleo.
Meihy enfatiza que, embora a liberação de reservas estratégicas possa ter um efeito temporário, é impossível de ser mantida a longo prazo. Ele argumenta que a estratégia iraniana de guerra de desgaste é a melhor resposta ao conflito, pois a economia mundial precisa da circulação do petróleo em Ormuz e do funcionamento das principais refinarias do Golfo.
Diante da situação, Meihy acredita que a continuação dos ataques iranianos à infraestrutura petrolífera dos países do Golfo pode ter um impacto ainda maior, desestabilizando o mercado do petróleo e forçando os EUA e Israel a reconsiderarem suas ações.
A liberação de reservas estratégicas, embora temporária, demonstra a pressão exercida pelo Irã e a necessidade de uma solução diplomática para evitar uma escalada ainda maior do conflito.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.