Irã cria Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico e intensifica controle sobre Ormuz
Irã estabelece a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico para controlar o tráfego no Estreito de Ormuz, intensificando tensões com os EUA. Descubra os detalhes!
Irã Cria Nova Autoridade para Gerenciar o Estreito de Ormuz
No dia 18 de janeiro de 2026, o Irã anunciou a formação de um novo órgão responsável pela administração do Estreito de Ormuz, denominado Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA, na sigla em inglês). O objetivo principal dessa nova entidade é gerenciar o tráfego de passagem pelo estreito, conforme divulgado em uma publicação na rede social X.
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A navegação na área delimitada do Estreito de Ormuz, cujos limites foram estabelecidos pelas forças armadas e autoridades iranianas, estará sujeita à coordenação com essas instituições. A travessia sem autorização será considerada ilegal.
Atualmente, o Irã permite que embarcações não vinculadas a países que atacam a nação possam atravessar a via em coordenação com Teerã. Na última sexta-feira, a mídia estatal iraniana informou que mais de 31 milhões de cidadãos se inscreveram em uma campanha para demonstrar a disposição pública em defender o país em caso de conflito, enquanto o governo iniciava cursos de armamento para voluntários.
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Os Estados Unidos, por sua vez, impõem um bloqueio aos portos iranianos e afirmaram que, até o dia 17, redirecionaram 81 navios comerciais e imobilizaram quatro embarcações para garantir o cumprimento do bloqueio.
Conflitos e Crises no Estreito de Ormuz
Mais de cinco semanas após a implementação do cessar-fogo no conflito com os Estados Unidos, as exigências de ambos os países continuam distantes, apesar dos esforços diplomáticos para encerrar a guerra e reabrir o estreito, a rota marítima mais crucial do mundo para o transporte de petróleo e gás.
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Desde o cessar-fogo, forças americanas e iranianas têm se envolvido em diversos confrontos diretos na região.
A interrupção do transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, provocada pelo Irã, resultou na maior crise de abastecimento de petróleo da história, elevando os preços globalmente. No dia 16, Ebrahim Azizi, chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, anunciou que Teerã preparou um mecanismo para gerenciar o tráfego marítimo pelo estreito em uma rota designada, que será divulgada em breve.
Azizi destacou que apenas embarcações comerciais e entidades que colaboram com o Irã se beneficiarão do acordo, e taxas serão cobradas por serviços especializados oferecidos nesse contexto.
Negociações em Suspenso
As negociações mediadas pelo Paquistão estão paralisadas desde que Irã e EUA rejeitaram as propostas mais recentes um do outro. Na segunda-feira, Teerã expressou que “mensagens contraditórias” geraram incertezas sobre as verdadeiras intenções dos americanos nas negociações, conforme declarado pelo chanceler iraniano Abbas Araqchi.
Ele acrescentou que o processo de mediação pelo Paquistão não falhou, mas enfrenta dificuldades. O Irã busca manter o cessar-fogo para permitir uma chance à diplomacia, mas também está preparado para retomar os combates, se necessário.
Os principais obstáculos que atrasam as negociações entre os dois lados incluem as ambições nucleares do Irã e seu controle sobre o Estreito de Ormuz. A declaração de Araqchi na sexta-feira ocorreu horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que, em conversas com o presidente chinês Xi Jinping, concordou que Teerã deveria reabrir o estreito.