Um petroleiro de bandeira do Kuwait, o Al-Salmi, sofreu um incêndio e danos significativos em sua estrutura na costa de Dubai na madrugada de 31 de março de 2026. A Kuwait Petroleum Corp., proprietária do navio, atribuiu o incidente a um “ataque direto” do Irã.
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A embarcação, totalmente carregada com petróleo bruto, foi alvo da ação, que se insere em uma série de ataques contra embarcações comerciais no Golfo Pérsico.
A situação se agrava com a sequência de ataques desde o dia 28 de fevereiro, quando navios comerciais foram alvo de mísseis e drones, tanto marítimos quanto aéreos. A tensão na região se intensificou após declarações do presidente dos Estados Unidos, um republicano, que sinalizou a destruição de instalações energéticas iranianas caso Teerã não permitisse a livre passagem no estreito de Ormuz.
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Essa medida, em resposta a ações anteriores, elevou ainda mais o risco de confrontos diretos.
As autoridades de Dubai confirmaram que o incêndio foi controlado após a atuação de equipes de emergência, em coordenação com a tripulação do petroleiro e as autoridades dos Emirados Árabes Unidos. Não houve vítimas fatais, feridos ou derramamento de óleo, nem danos ambientais.
O Al-Salmi, com capacidade para transportar cerca de 2 milhões de barris de petróleo, representando um valor superior a US$ 200 milhões, foi afetado pelo incidente.
Após o ataque, os preços do petróleo experimentaram um aumento temporário. O contrato do tipo Brent registrou uma alta de 56% no mês, ultrapassando os US$ 113 por barril, impulsionado pela restrição da oferta global. O Parlamento do Irã apresentou uma proposta para cobrar pedágio de navios que transitarem pelo estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo.
Essa medida, que visa restringir a passagem de embarcações de países considerados hostis, como Estados Unidos e Israel, poderia gerar receitas significativas para Teerã, com valores ainda a serem definidos.
Em resposta, o governo iraniano intensificou suas críticas aos Estados Unidos, alertando para o aumento do risco de confronto direto caso as forças americanas se aproximem da região. Em contrapartida, Donald Trump reforçou a presença militar dos EUA no Oriente Médio e reiterou a possibilidade de ataques a instalações energéticas iranianas, enquanto pressiona pela reabertura total do estreito de Ormuz.
Apesar da escalada, negociações em andamento indicam avanços, embora sem revelar detalhes específicos. A estratégia de controle da produção de petróleo iraniana, similar à adotada na Venezuela, também foi mencionada pelo presidente norte-americano, que criticou as medidas de Teerã sobre a rota marítima.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.
