Irã expande laços com Sahel e alerta sobre possível agressão dos EUA! 🚨 Ministro Nasirzadeh fortalece alianças na África Ocidental e critica pressão ocidental. Negociações com Omã retomadas após alerta de Trump!
O Irã sinalizou, em segunda-feira (23), seu interesse em expandir relações com países do Sahel, na África, especialmente no âmbito da defesa. Essa postura foi demonstrada pelo ministro da Defesa iraniano, Aziz Nasirzadeh, durante uma visita do ministro de Célestin Simporé, da Burkina Faso, à capital iraniana, Teerã.
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Nasirzadeh destacou a importância do continente africano para a política externa e de defesa do Irã, enfatizando uma estratégia de colaboração com “países independentes e revolucionários” da África Ocidental, com foco em Burkina Faso.
Nasirzadeh interpretou os movimentos populares em Burkina Faso, Níger e Mali – que levaram à formação da Aliança do Sahel – como uma reação contra as políticas coloniais. Ele ressaltou a crescente união entre os três países, vista como uma resposta à pressão de países ocidentais.
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O ministro também expressou apoio à posição de Burkina Faso em condenar a ação do regime sionista contra a República Islâmica, referindo-se à disputa entre Burkina Faso e Israel em junho de 2026.
Célestin Simporé, ministro da Burkina Faso, demonstrou solidariedade ao povo iraniano e respeito pela resistência do país contra a dominação imperialista. Ele enfatizou a crença de que um mundo em paz é possível com o fim das relações de dominação e a promoção da justiça e da paz.
Recentemente, o Irã participou dos exercícios navais conjuntos do grupo Brics+, conhecidos como “Vontade de Paz 2026”, que ocorreram ao longo da costa sul-africana, reunindo países como Rússia, China, Brasil, Egito e Emirados Árabes Unidos.
O Irã e Omã confirmaram a retomada das negociações para quinta-feira (26), embora o governo dos Estados Unidos ainda não tenha feito um pronunciamento oficial. Em resposta às declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de um ataque limitado, o Irã alertou que qualquer ato de agressão seria considerado um ataque completo.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, enfatizou que o país defenderia seu direito à legítima defesa com “força”, caso fosse atacado.
Abbas Araghchi, chefe da diplomacia iraniana, lidera as negociações por parte de Teerã, enquanto o governo estadunidense é representado por Steve Witkoff e Jared Kushner. Trump questionou por que o Irã não “capitulara” diante da mobilização militar americana, mas Baqai reiterou que o Irã nunca se rendeu em sua história.
A situação se agrava com a crescente pressão dos Estados Unidos sobre o Irã, que busca um acordo nuclear, e a incerteza sobre as próximas etapas das negociações.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.