Irã alerta sobre forças estrangeiras no Estreito de Ormuz após acusações de Trump

Abbas Araghchi, ministro do Irã, alerta sobre o perigo da presença de forças estrangeiras no Estreito de Ormuz. Entenda as implicações dessa declaração!

09/06/2026 21:08

2 min

Irã alerta sobre forças estrangeiras no Estreito de Ormuz após acusações de Trump
(Imagem de reprodução da internet).

Ministro do Irã alerta sobre presença de forças estrangeiras no Estreito de Ormuz

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, fez um apelo para que as forças estrangeiras deixem o Estreito de Ormuz, alertando que, caso contrário, estarão “em constante perigo”. A declaração ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, acusar Teerã de ter abatido um helicóptero Apache do Exército na costa de Omã.

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Araghchi afirmou que “as forças estrangeiras próximas ao nosso território correm risco constante devido a erros humanos, acidentes ou por potencialmente serem pegas em fogo cruzado”, em uma postagem na rede social X.

O ministro ressaltou que a melhor solução para mitigar esses riscos é a retirada das forças estrangeiras, enfatizando que o ambiente na região não será acolhedor para uma presença hostil. Ele também mencionou que, embora o Irã prefira a diplomacia, “como nossos bravos guerreiros demonstraram ao mundo, também sabemos falar outras línguas”, referindo-se a uma declaração anterior do principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf.

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Posição do Irã sobre o Estreito de Ormuz

Araghchi destacou que o Estreito de Ormuz não é considerado águas internacionais, mas sim um espaço compartilhado entre o Irã e Omã. Ele garantiu que as forças armadas iranianas estão sempre em alerta para qualquer violação do espaço aéreo, território ou águas territoriais do Irã.

Apesar de o estreito estar dentro das águas territoriais do Irã e de Omã, a CNUDM (Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar) o classifica como um estreito internacional, permitindo que embarcações estrangeiras, incluindo navios de guerra, tenham “trânsito” irrestrito por ali.

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Tanto o Irã quanto os Estados Unidos não ratificaram a CNUDM, e Teerã rejeita a disposição que permite o trânsito. A situação se intensificou quando Trump afirmou que o Irã abateu um helicóptero dos EUA e prometeu uma resposta ao ataque.

Acusações de Trump e resposta militar

Trump declarou que foi informado pelo Exército Americano sobre o incidente, afirmando que os iranianos abateram um helicóptero na noite anterior. Ele destacou que as Forças Armadas dos EUA “devem, necessariamente, responder a este ataque”. O presidente publicou na Truth Social que “havia dois pilotos envolvidos, ambos estão seguros e ilesos”.

Um drone marítimo americano foi responsável por resgatar os tripulantes do helicóptero, que representa a primeira perda de um Apache desde o início do conflito com o Irã.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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