Irã Reage a Acusações de Trump e Intensifica Tensão no Golfo
Em resposta às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o Irã intensificou suas críticas nesta quarta-feira (25). Trump acusou Teerã de desenvolver mísseis capazes de atingir os EUA e de prosseguir com ambições nucleares consideradas “sinistras”.
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A escalada de tensões ocorre em um momento crucial, com negociações diplomáticas em andamento para tentar evitar um conflito aberto.
O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, rebateu as acusações, classificando-as como “grandes mentiras”. Baqaei fez referência também a protestos ocorridos em janeiro, que resultaram em uma repressão violenta por parte das autoridades iranianas.
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A situação se agrava com a presença de um grande dispositivo militar americano na região do Golfo, incluindo porta-aviões, e as ameaças de ataque caso um acordo não seja alcançado.
Oportunidade Diplomática em Jogo
Apesar das tensões, o Irã expressou otimismo quanto à possibilidade de um acordo. O presidente republicano, Donald Trump, declarou que sua prioridade é a via diplomática, mas reiterou sua determinação em impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. “Nunca permitirei que o principal patrocinador do terrorismo no mundo, que é, de longe, o Irã, tenha uma arma nuclear”, afirmou.
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbass Araghchi, também demonstrou otimismo, afirmando que um acordo “ao alcance da mão” está se tornando realidade, desde que a diplomacia seja priorizada. A situação se desenrola em meio a negociações retomadas em Omã, após interrupções causadas por conflitos recentes.
Protestos Estudantis e Controvérsias
O Irã nega ter ambições nucleares militares, mas defende seu direito ao uso civil da energia nuclear, conforme estabelecido no Tratado de Não Proliferação (TNP). No entanto, a questão da repressão aos protestos de janeiro continua sendo controversa, com estimativas divergentes sobre o número de mortos, que o Irã reconhece em cerca de 3 mil, mas atribui a “atos terroristas” orquestrados por EUA e Israel.
Organizações como a Human Rights Activists News Agency (HRANA) estimam um número significativamente maior de vítimas.
Protestos estudantis têm sido relatados em Teerã desde o reinício das aulas, com estudantes queimando a bandeira da República Islâmica e expressando críticas ao governo. As autoridades reconhecem o direito à manifestação, mas estabelecem limites para evitar desordens.
