Irã acusa negociações com Trump serem “ilusórias” e ameaça de guerra no Oriente Médio! Em entrevista, embaixador Abdollah Nekounam Ghadiri denuncia pressão popular e ataques de Israel. Saiba mais!
Em uma entrevista exclusiva à Agência Brasil, o embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam Ghadiri, lançou um olhar crítico sobre a situação geopolítica, especialmente a relação com os Estados Unidos e Israel. O diplomata expressou preocupação com a persistência de negociações consideradas “ilusórias” e com a ameaça de novas ações militares por parte do governo de Donald Trump, que continua a insistir na necessidade de Teerã reabrir o Estreito de Ormuz.
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Nekounam Ghadiri ressaltou que a população iraniana está mobilizada, pressionando o governo a resistir a tentativas de negociação que, na visão do embaixador, se tornaram uma “piada mundial”. Ele criticou a postura do presidente Trump, que, segundo ele, “dialoga com ele mesmo”, sem apresentar soluções concretas para o conflito.
A pressão popular, segundo o embaixador, é um fator crucial na política interna do Irã.
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O embaixador descreveu um ciclo vicioso de negociação, cessar-fogo e retorno à guerra, imposto por um lado que busca manter o conflito em andamento. Ele enfatizou a necessidade de romper com essa lógica, rejeitando a ideia de que a negociação e o cessar-fogo são apenas etapas em um ciclo de guerra.
A instabilidade no Golfo de Além Mar continua sendo uma fonte de grande preocupação para o Irã.
Abdollah também abordou as ações recentes de Israel, que têm atacado universidades no Irã, alegando que elas são usadas para atividades de defesa. Ele descreveu essas ações como “desprezíveis” e como um reflexo do desequilíbrio militar do regime sionista, que busca impor sua vontade através de ataques indiscriminados.
O embaixador defendeu o direito do Irã de se defender e de proteger sua soberania.
O embaixador forneceu um retrato da situação interna no Irã, destacando a determinação do povo iraniano em defender sua soberania. Ele mencionou que, apesar das sanções internacionais e das pressões externas, o país continua a avançar em áreas como ciência e tecnologia.
A resiliência do povo iraniano é vista como um fator fundamental para a estabilidade do país.
Abdollah também comentou sobre a cobertura da mídia brasileira sobre a guerra, agradecendo a atenção dada à situação, mas criticando alguns relatórios que, segundo ele, fomentam o conflito. Ele ressaltou a importância de uma cobertura equilibrada e profissional, que apresente todos os lados da história.
O embaixador também questionou a utilização da expressão “proxy” para descrever grupos como Hezbollah e os Houthis, argumentando que essa terminologia é utilizada para fins políticos e que esses grupos são independentes em suas lutas por liberdade e autodeterminação.
A complexidade das relações regionais e a influência de potências externas são temas centrais na análise do embaixador.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.