Irã denuncia ataques dos EUA e acusa Trump! Embaixador Nekounam faz declarações polêmicas sobre o conflito global. Saiba mais!
O embaixador do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, expressou sua gratidão ao governo brasileiro, do Partido dos Trabalhadores, na segunda-feira, 2 de março de 2026, pelo apoio demonstrado após os ataques dos Estados Unidos contra o país. A ação, que teve início na madrugada do sábado, 28 de fevereiro, foi vista pelo embaixador como um gesto “valoroso”, especialmente pela condenação do Brasil à incursão.
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A nota oficial divulgada pelo Itamaraty no mesmo dia do ataque refletiu o apoio a Teerã e a necessidade de resolução do conflito por meios diplomáticos, buscando evitar uma escalada. Contudo, em uma declaração subsequente, o governo brasileiro também condenou a retaliação iraniana contra países vizinhos, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e Jordânia.
O governo brasileiro enfatizou a importância de todas as partes respeitarem o Direito Internacional.
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Ao ser questionado sobre a segunda declaração do Itamaraty, o embaixador Nekounam não se pronunciou. No entanto, afirmou que o Irã tem o “direito” de responder “na mesma altura”, referindo-se à situação. Nekounam também esclareceu que não existem “desentendimentos” com os países vizinhos, limitando as ações de retaliação a bases e instalações militares dos EUA e de Israel em território iraniano.
Ele também levantou acusações sobre o presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano), coordenando os ataques com o objetivo de eliminar o aiatolá Ali Khamenei e influenciar a mudança no regime.
A Embaixada do Irã no Brasil informou que não há registros de brasileiros mortos ou feridos durante os ataques em seu território. A situação se insere em um contexto de crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irã, que se intensificou após declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de um ataque preventivo contra o Irã.
A escalada da crise foi marcada por acusações mútuas e ameaças de guerra, com Trump questionando a disposição do Irã em abandonar o desenvolvimento de armas nucleares.
Em meio à crise, o Irã reiterou sua demanda por o fim das sanções econômicas e o reconhecimento de seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos. Uma autoridade sênior do Irã declarou à Reuters que o país esperava que os Estados Unidos reconhecessem seu direito e suspendessem as sanções.
As negociações entre as partes, no entanto, não resultaram em acordo.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.