O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao mês de fevereiro, revelando um resultado de 0,56%. Essa divulgação surpreendeu o mercado, que previa uma taxa menor, e elevou as expectativas para a política monetária do Banco Central (BC).
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A alta do IPCA, segundo análises de especialistas, diminui a probabilidade de cortes agressivos na taxa Selic.
Análise de Especialistas e a Composição do Índice
Pablo Spyer, conselheiro da Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias, destacou que o IPCA de fevereiro foi mais elevado do que o esperado, refletindo os reajustes de preços iniciados no começo do ano.
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Gabriel Pestana, da , complementou, apontando que a surpresa veio principalmente de setores como passagens aéreas, seguros de veículos e cursos. Apesar do impacto inicial, ele ressaltou que a composição do índice não foi tão negativa quanto aparentava.
Preocupações do BC e Perspectivas para a Selic
Diante desse cenário, o Banco Central parece ter reduzido as chances de um corte de 75 pontos-base na taxa Selic e aposta em uma redução de 25 a 50 pontos-base. Mariana Rodrigues, da , enfatizou que a alta do IPCA foi influenciada por fatores como passagens aéreas e seguros de veículos, além de surpresas em itens como alimentação no domicílio e bens industriais.
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Essa situação acende um sinal de alerta sobre a perspectiva de melhora da inflação ao longo do ano.
Visão da Associação Paulista de Supermercados e Expectativas para 2026
Felipe Queiroz, economista-chefe da Associação Paulista de Supermercados, atribuiu a aceleração em fevereiro aos reajustes de preços do primeiro bimestre, mas ressaltou a desaceleração no acumulado de 12 meses e a acomodação dos preços dos alimentos.
Ele acredita que, ao longo de 2026, a inflação dos alimentos deverá ser moderada, sem grandes oscilações, e que há espaço para a Selic continuar em queda, pois os fatores inflacionários atuais são menos preocupantes do que no passado.
