A inflação anualizada do Brasil, medida pelo IPCA, apresentou uma desaceleração em fevereiro de 2026. Segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, 12 de março, a taxa foi de 3,81%, um declínio em relação aos 4,44% registrados em janeiro.
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Essa performance indica que a inflação está dentro da faixa estabelecida pela meta de inflação, que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual acima ou abaixo.
Meta e Limites da Inflação
O Conselho Monetário Nacional define os limites para essa meta, estabelecendo um piso de 1,5% e um teto de 4,5%. O Banco Central utiliza essa meta como guia para implementar a política monetária, principalmente através da taxa Selic, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária).
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A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 17 e 18 de março, onde novas decisões sobre a Selic serão tomadas.
Inflação Mensal e Comparativos
A inflação mensal em fevereiro foi de 0,70%, um aumento de 0,37 ponto percentual em relação à taxa de janeiro (0,33%). Essa variação ficou acima da expectativa do mercado, que previa uma inflação de 0,66%. Em comparação com fevereiro de 2025, o IPCA registrou um aumento de 1,31%, elevando o acumulado anual para 1,03%.
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Essa tendência de alta, embora moderada, continua sendo monitorada de perto.
Impacto por Grupo de Bens e Serviços
A alta de preços foi observada na maioria dos nove grupos pesquisados pelo IBGE. O setor de Educação se destacou com a maior variação, impulsionada pelos reajustes nas mensalidades escolares no início do ano letivo. Os aumentos também foram notáveis no ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).
O grupo de Transportes também contribuiu significativamente, com um aumento de 11,40% nas passagens aéreas.
Outros Grupos com Variações Relevantes
Outros grupos que registraram variações relevantes foram Saúde e cuidados pessoais (0,59%), Habitação (0,30%) e Alimentação e bebidas (0,26%). Esses dados refletem a dinâmica do mercado e a influência de fatores como custos de produção e demanda dos consumidores.
O IBGE disponibilizou o documento completo (PDF – 452 kB) para consulta detalhada.
