A intenção de consumo dos brasileiros cresce 0,8% em janeiro de 2026, impulsionada pelo acesso ao crédito e otimismo nas compras. Descubra mais!
Os brasileiros demonstraram maior disposição para compras em janeiro, conforme dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou um crescimento de 0,8% em relação a dezembro, já considerando as variações sazonais.
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Este resultado marca o terceiro aumento consecutivo, alcançando 103,7 pontos.
Em comparação ao mesmo mês do ano anterior, a intenção de consumo subiu 0,7% em janeiro de 2026. A CNC atribui essa melhora ao aumento do acesso ao crédito e à percepção positiva sobre o momento de adquirir bens de consumo duráveis, especialmente entre as famílias de menor renda.
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José Roberto Tadros, presidente da CNC, destacou que “o maior controle da inflação e a ampliação do acesso ao crédito têm preservado o poder de compra das famílias de até 10 salários-mínimos”.
Tadros também alertou sobre a necessidade de usar o crédito de forma responsável para evitar dívidas excessivas e ciclos de inadimplência, como os observados no meio do ano passado. Na transição de dezembro para janeiro, seis dos sete componentes da ICF apresentaram crescimento: emprego atual (+0,1%, para 125,9 pontos), renda atual (+0,1%, para 123,1 pontos), nível de consumo atual (+0,9%, para 90,5 pontos), perspectiva profissional (-0,7%, para 108,4 pontos), perspectiva de consumo (+0,8%, para 106,2 pontos) e acesso ao crédito (+1,9%, para 100,1 pontos).
O momento para aquisição de bens de consumo duráveis teve um aumento significativo de 3,8%, alcançando 71,4 pontos. A propensão ao consumo cresceu tanto entre as famílias de baixa renda quanto entre as de alta renda em janeiro. Para aqueles com renda mensal inferior a 10 salários mínimos, o ICF subiu 0,7% em relação a dezembro, atingindo 101,7 pontos.
Já entre as famílias com renda superior a 10 salários mínimos, o ICF também cresceu 0,7%, chegando a 114,5 pontos.
O relatório da CNC ressalta que os dados de janeiro refletem a continuidade do otimismo dos consumidores. O crédito se mostra como um motor para o consumo, embora os altos juros e o desaquecimento do mercado de trabalho gerem uma certa cautela em relação a esse otimismo.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.