Inteligência Artificial revoluciona setores econômicos e promete lucros bilionários até 2030
A inteligência artificial está revolucionando setores econômicos, especialmente o financeiro. Descubra como bancos podem lucrar bilhões até 2030!
Expansão do Uso da Inteligência Artificial nos Setores Econômicos
A inteligência artificial (IA) tem se expandido além das tendências das redes sociais e das pesquisas comuns, impactando diversos setores econômicos, muitas vezes sem que os usuários comuns percebam. O setor financeiro é um dos que pode obter ganhos significativos com essa tecnologia.
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Um estudo do BCG (Boston Consulting Group) revela que os bancos de varejo podem gerar até US$ 370 bilhões em lucros adicionais anualmente até 2030, por meio da implementação em larga escala da IA. As instituições financeiras têm relatado uma redução de custos e um aumento na eficiência operacional de 74% como os principais benefícios da adoção dessa tecnologia.
Além disso, a IA se destaca na segurança de dados e na análise de informações. O Nubank, por exemplo, informou que seu índice de eficiência operacional caiu para 17,6%, em comparação aos 21,4% do primeiro trimestre do ano anterior. Esse é o menor nível registrado pela instituição, que mede quanto se gasta para cada real de receita líquida gerada.
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Quanto menor o percentual, melhor para a eficiência. No trimestre, as despesas operacionais totalizaram US$ 648 milhões, um aumento nominal de 41%, enquanto a receita cresceu 42%, refletindo a melhora no indicador.
Inovações no Atendimento ao Cliente
Outras instituições financeiras também têm adotado a IA para aprimorar o atendimento ao cliente. Recentemente, o Inter lançou sua assistente de inteligência artificial, como parte da evolução contínua do aplicativo. Segundo a instituição, essa ferramenta representa um avanço significativo na interação com os usuários, permitindo que agentes executem tarefas de forma integrada.
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Com essa inovação, os clientes ganham mais autonomia e um papel ativo na gestão de suas finanças, melhorando a experiência geral.
A IA não apenas aumenta a eficiência em setores já estabelecidos, mas também cria novas oportunidades. No entanto, a aplicação da tecnologia ainda enfrenta desafios nas atividades econômicas tradicionais. Liuri Loami, CTO da Jumpstart, uma startup especializada em assistência imigratória, afirma que a expansão da IA pode ocorrer em quase todos os mercados.
Por exemplo, um restaurante que opera apenas com delivery pode utilizar modelos de IA para gerenciar a comunicação nas redes sociais, preços e demanda, facilitando a implementação de soluções inovadoras.
Desafios e Oportunidades no Uso da IA
Loami destaca que, na Jumpstart, 95% dos códigos de programação são gerados com IA, aumentando a velocidade de desenvolvimento de software em cerca de dez vezes em comparação a quatro anos atrás. Apesar de resolver problemas existentes, a nova tecnologia também traz novos desafios, como a falta de acesso a dados internos das empresas, o que limita sua aplicação prática.
Isso abre espaço para novas oportunidades de mercado, com plataformas que buscam intermediar ou oferecer soluções para que pequenos e médios negócios explorem a IA de forma mais eficaz.
Uma plataforma criada por brasileiros nos Estados Unidos, por exemplo, visa conectar agentes de IA a documentos, planilhas e ferramentas internas, eliminando a necessidade de construir pipelines complexos e reduzindo o tempo de implementação de meses para dias.
Arthur Guttilla, CEO da Tropicalia, afirma que a maioria dos agentes de IA ainda opera sem acesso aos dados essenciais, e o objetivo é fechar essa lacuna de maneira simples e escalável.
Diferenças na Adoção da IA entre Empresas
Uma pesquisa recente do Sebrae em parceria com o FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) aponta diferenças significativas na aplicação da IA entre médias, grandes empresas e pequenos negócios. O levantamento revela que cerca de 63% das médias e grandes empresas utilizam essas ferramentas para apoiar suas atividades, enquanto esse percentual cai para 46% nas médias e pequenas empresas e 42% entre os Microempreendedores Individuais (MEIs).
A conclusão é que, embora haja um número relevante de empresas que já incorporam a IA em suas operações, ainda existe um grande potencial para o avanço dessa tecnologia nos negócios brasileiros.