Inteligência Artificial no Ensino Médio: Desigualdades e Falta de Preparo Reveladas

Inteligência Artificial no Ensino Médio: estudo aponta desafios e desigualdades. Pesquisa do Cetic.br revela uso da IA por alunos e professores em SP e Recife.

26/11/2025 14:55

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(Imagem de reprodução da internet).

Inteligência Artificial no Ensino Médio: Desafios e Desigualdades Revelados

O uso da inteligência artificial no Ensino Médio está crescendo rapidamente, mas sem uma orientação clara, gerando dúvidas sobre como realmente aproveitar o potencial dessa ferramenta. Um estudo recente, intitulado “Inteligência Artificial na Educação: usos, oportunidades e riscos no cenário brasileiro”, realizado pelo Cetic.br, investigou como alunos e professores estão utilizando a IA em escolas públicas e privadas em São Paulo e no Recife.

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A pesquisa, que pode ser acessada em PDF (8 MB), revelou que os professores estão utilizando a IA principalmente para diminuir a carga de trabalho. Eles a empregam para planejar aulas, criar atividades e preparar materiais didáticos, buscando formas mais rápidas e inovadoras de ensinar.

Os docentes também observaram que os alunos estão utilizando a IA para escrever textos, resolver exercícios e preparar apresentações.

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No entanto, a pesquisa aponta uma preocupação: muitos professores não se sentem preparados para discutir criticamente o uso da IA pelos alunos. A análise também destacou diferenças significativas na adoção da tecnologia entre escolas públicas e privadas.

Em escolas particulares, alunos e professores demonstram maior familiaridade e acesso às ferramentas de IA.

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Já nas escolas públicas, a pesquisa identificou dificuldades de conectividade e falta de equipamentos. “O estudo mostra que a IA já está presente no ambiente escolar brasileiro, mas seu uso é feito de forma espontânea e desigual”, explica Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br. “Professores e alunos estão aprendendo a lidar com uma tecnologia que se espalhou rapidamente, o que exige novas reflexões sobre as políticas educacionais e a formação dos professores.”

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.