O manifesto está sendo finalizado com a aprovação de um grupo de organizações da indústria de consumo e do varejo.
Empresas dos setores de consumo e varejo apresentam ao governo federal um documento contendo um estudo aprofundado sobre os efeitos da alta das tarifas e sugestões de apoio às empresas, incluindo a possibilidade de suspensão do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
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A informação foi divulgada pelo Valor Econômico e confirmada à CNN por executivos envolvidos na iniciativa, ainda em fase final de validação junto às associações envolvidas e será enviada em breve.
As organizações solicitarão também recursos para as ACCs (adiantamentos de contrato de câmbio). Essa modalidade é amplamente utilizada por empresas que exportam com frequência: trata-se de adiantamentos do valor acordado para que essas companhias dispongam de capital de giro necessário para operar sua produção e entregar os produtos comercializados.
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Outra demanda é uma flexibilização para contratações em regime CLT, que poderia facilitar a absorção de funcionários demitidos durante a aplicação das tarifas.
Em total, 16 organizações participaram da elaboração do documento e o manifesto foi aprovado em uma reunião no último dia 28, antes da divulgação das exceções às tarifas adicionais de 40%. Debatiam sobre o assunto associações como Abras (supermercados), Abia (alimentos), Abic (café), Abramilho (milho), Abihpec (higiene e limpeza).
A CNI apresentou ao vice-presidente Geraldo Alckmin uma lista contendo oito medidas que poderiam beneficiar o setor produtivo, incluindo apoio a empresas de capital aberto e flexibilização das leis trabalhistas.
id=”Governo-anunciará-ações”>Governo anunciará ações
A equipe econômica publicará nos próximos dias o plano de contingência, com ações direcionadas à indústria.
A equipe econômica, sob a orientação do ministro da Fazenda Fernando Haddad, está ajustando as medidas com base no comunicado da Casa Branca, divulgado na última quarta-feira (30). Em seguida, elas serão encaminhadas para a Casa Civil.
Parte do nosso plano previsto está previsto para ser implementado nos próximos dias, em relação à proteção da indústria brasileira e aos empregos no Brasil. Ao setor agrícola, também, quando for o caso, afirmou Haddad.
Fonte por: CNN Brasil
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.