INSS suspende transferência de R$ 2 bilhões ao Banco Master por falta de comprovação em contratos de crédito consignado. Entenda os detalhes dessa decisão!
O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) decidiu suspender a transferência de cerca de R$ 2 bilhões ao Banco Master. Essa quantia refere-se a contratos de crédito consignado que, segundo o órgão, não foram comprovados como legítimos pela instituição financeira.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, afirmou que os documentos apresentados pelo banco continham informações insuficientes.
“Tentamos, antes da liquidação, que o Banco Master comprovasse a assinatura dos aposentados que contrataram o crédito consignado. Os contratos que nos enviaram não informam a taxa de juros, o custo efetivo da transação e não apresentam a comprovação da assinatura dos aposentados e pensionistas”, explicou Waller.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Com a liquidação do Banco Master, o INSS está buscando informações sobre a veracidade dos contratos com o liquidante da instituição. “Estamos em contato com o liquidante e agendando uma reunião para verificar se ele pode comprovar a assinatura e a autenticidade do contrato.
Se não houver comprovação, o INSS cancelará o crédito consignado e os valores retidos retornarão aos aposentados”, afirmou o presidente.
Em outubro, o INSS havia autorizado o Banco Master a realizar novas ofertas de crédito consignado. Contudo, a liquidação da instituição ocorreu em novembro, após um aumento significativo de reclamações sobre dificuldades de cancelamento, cobranças indevidas e operações não reconhecidas por aposentados e pensionistas.
O órgão também notou discrepâncias entre as práticas do banco e os parâmetros normativos exigidos.
Desde a intervenção da Polícia Federal na folha de pagamento de aposentados e pensionistas, o INSS tem implementado diversas medidas para proteger seus beneficiários. Na última sexta-feira (16), o órgão anunciou um acordo com a Federação Brasileira de Bancos e a Associação Brasileira de Bancos para retomar a cobrança dos valores referentes ao custo operacional pela oferta de empréstimos consignados em benefícios previdenciários.
A cobrança, que estava suspensa desde 2022, pode resultar na regularização de valores que chegam a R$ 148,4 milhões, conforme previsto na legislação.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.