Com o início do ano, o Ministério do Trabalho anunciou importantes alterações nas regras de contribuição para o INSS. O novo salário mínimo, estabelecido em R$ 1.621,00, e o teto da contribuição, que atingiu R$ 8.475,55, impactam diretamente no cálculo do desconto do INSS.
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Essas mudanças representam um ajuste crucial para o planejamento financeiro dos trabalhadores brasileiros.
Sistema Progressivo de Cálculo do INSS
O sistema de cálculo do INSS não é uma taxa fixa sobre o salário total. Em vez disso, o governo utiliza um sistema progressivo, que considera a faixa salarial do trabalhador. Isso significa que, quanto maior o salário, maior a alíquota aplicada sobre a parte correspondente ao seu patamar.
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Tabela de Alíquotas e Faixas Salariais (2026)
A tabela abaixo detalha as novas alíquotas e faixas salariais aplicáveis em 2026:
- Faixa Salarial (R$) | Alíquota (%)
- Até 1.621,00 | 7,50
- De 1.621,00 até 2.388,85 | 9,10
- De 2.388,85 até 3.677,55 | 11,00
- De 3.677,55 até 5.160,00 | 12,00
- Acima de 5.160,00 | 13,60
Impacto nas Simulações
Análises realizadas pelo Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) revelaram que, na prática, o salário não sofreu alterações em relação a 2025. No entanto, o sistema progressivo gerou uma economia para trabalhadores com salários dentro das faixas mais baixas, devido ao “estiramento” das faixas salariais.
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Regime de Competência e Servidores Públicos
É importante que o trabalhador esteja atento ao regime de competência, que determina o período de contribuição. Para servidores públicos federais com salários acima do teto, existe a opção do Funpresp, fundação que permite a contribuição para o INSS até o teto e a possibilidade de investimento em um fundo de previdência complementar, garantindo uma aposentadoria com valores superiores aos da Previdência Social.
