BPC I: Estratégias para a Perícia Médica do INSS com seu Filho Autista
A obtenção da aprovação do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) exige uma abordagem estratégica e organizada. No Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o perito médico não se limita a analisar um diagnóstico, mas sim a compreender as barreiras que seu filho enfrenta no dia a dia.
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Documentação Essencial: A Prova Real do Diagnóstico
O tempo disponível para o exame é limitado, portanto, a documentação deve ser clara, atualizada e objetiva. O laudo médico deve conter o Código Internacional de Doenças (CID-11, versão 6A02) e descrever minuciosamente o nível de suporte necessário (1, 2 ou 3), conforme a complexidade do TEA.
Relatórios Multidisciplinares: Uma Visão Completa
Solicite relatórios detalhados de terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos. Esses documentos podem revelar atrasos no desenvolvimento que o médico perito pode não identificar em apenas 15 minutos. Eles fornecem uma visão abrangente das dificuldades do seu filho em áreas como interação social, comunicação e habilidades motoras.
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Receitas e Gastos: Reforçando a Necessidade do Benefício
Apresente receitas de medicamentos e comprovantes de gastos com terapias e alimentação especial. Esses documentos reforçam a necessidade do benefício, demonstrando o impacto financeiro do TEA na família.
Foque nas Limitações, Não Apenas no Diagnóstico
Muitos pais cometem o erro de enfatizar apenas o diagnóstico do TEA. Na perícia, concentre-se no que a criança não consegue fazer sozinha em comparação com crianças da mesma idade. Detalhe as limitações em atividades cotidianas, como interagir com outras crianças, seguir instruções ou realizar tarefas simples.
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Interação Social, Comunicação e Comportamento: Detalhes Cruciais
- Interação Social: Observe se a criança faz contato visual, responde pelo nome e interage com outras crianças.
- Comunicação: Verifique se há atraso na fala, se ela utiliza comunicação alternativa e como ela se comunica com os outros.
- Comportamento: Descreva crises de desregulação, se há seletividade alimentar severa ou se ela apresenta comportamentos estereotipados.
Observando o Comportamento da Criança Durante o Exame
O perito estará observando a criança desde o momento em que ela entra na sala. É fundamental não forçar a criança a realizar algo que ela não quer ou não consegue. Se ela estiver agitada ou tiver uma crise, não tente contê-la excessivamente por vergonha.
Seja o porta-voz da criança, relatando suas dificuldades de forma objetiva e detalhada.
Lembre-se que a aprovação do BPC para crianças com TEA depende de uma análise cuidadosa e de uma narrativa clara sobre a rotina da criança. Se houver dúvidas ou discordâncias, não hesite em recorrer à via administrativa ou judicial.
