Influenciador é condenado a prestar serviços comunitários por difamação de ex em São Paulo

Victor, influenciador condenado, poderá recorrer da decisão que o obriga a prestar serviços comunitários após ser acusado de difamação em 2023.

Victor Oliveira acumula mais de 350 mil seguidores em apenas uma rede social e é conhecido por produzir conteúdos de humor, cultura e do dia a dia

A decisão foi tomada na terça – feira (11) pela 16ª Vara Criminal do Foro Central Criminal da Barra Funda e cabe recurso.

A pena imposta a Victor será cumprida através da prestação de serviços à comunidade. O caso remonta a 2023, quando ele teria criado contas falsas no Grindr e no Instagram para disseminar informações prejudiciais sobre Jonathan.

Em uma das mensagens enviadas a um usuário do Grindr, Victor alegou que a vítima estava envolvida em golpes na região de Santa Cecília, um bairro central de São Paulo onde ambos residiam.

Acusações graves e provas coletadas

Além disso, Victor teria contatado pessoas próximas a Jonathan, incluindo um ex – namorado. Nesses contatos, ele afirmou que Jonathan o acusava de abusos e dívidas financeiras. Um exemplo do teor das mensagens é uma em que Victor escreveu: “Seu ex – namorado tá namorando com um amigo meu e falando muita mrda de você.

Que você é abusivo, que pegou dinheiro dele e não devolveu até hoje”. Outras testemunhas confirmaram que as declarações feitas por Victor tinham caráter difamatório.

A investigação avançou com a quebra de sigilo dos dados das contas falsas, permitindo à Justiça rastrear a autoria das ofensas até Victor. A conexão entre os acessos às contas fraudulentas e os dispositivos encontrados na residência do réu ajudaram a estabelecer sua responsabilidade nas ações.

Durante o processo, Victor confessou ter enviado as mensagens, mas alegou que foram apenas “desabafos”.

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Recurso e defesa do influenciador

A Justiça analisou cuidadosamente os autos do processo e concluiu pela condenação. Em nota oficial, a defesa de Victor informou que tomou ciência da sentença e planeja recorrer da decisão. O comunicado ressaltou que o processo ainda não possui uma definição final e reforçou o princípio da presunção de inocência garantido pela Constituição Federal: “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

Além disso, a defesa esclareceu que as alegações relacionadas à conduta persecutória ou ameaças não fazem parte desta condenação nem de qualquer outro processo envolvendo Victor Oliveira. Por fim, a defesa afirmou que ele continuará exercendo seu direito à defesa enquanto confia na análise justa dos fatos pelas instâncias competentes.

A equipe jurídica de Jonathan Palhares optou por não se manifestar publicamente sobre o andamento do caso até o momento.