Inflação nos EUA atinge 4,2% e economista alerta para impactos diretos no Brasil

Inflação nos Estados Unidos e seus impactos no Brasil
A inflação nos Estados Unidos, que alcançou 4,2% em maio, tem gerado preocupação entre economistas e deve provocar efeitos diretos na economia brasileira. Em entrevista ao WW nesta quarta-feira (10), Marcello Estevão, economista do IIF (Instituto de Finanças Internacionais), analisou os dados mais recentes e alertou sobre as consequências que o choque inflacionário americano pode trazer para o Brasil.
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De acordo com Estevão, o principal fator que impulsiona a inflação nos EUA são os preços de energia. Ao examinar o núcleo inflacionário — que exclui os preços de energia e alimentos —, o economista notou que o resultado deste mês foi surpreendentemente positivo, ficando abaixo das expectativas. “O efeito das tarifas, que vem de tempos atrás, está começando a se dissipar”, afirmou.
Novos desafios inflacionários
No entanto, enquanto o efeito das tarifas começa a diminuir, um novo choque inflacionário surge. Para Estevão, a questão crucial é entender em que medida esse novo choque poderá provocar aumentos futuros de preços. Ele enfatizou que o Federal Reserve (Fed) monitora de perto o núcleo da inflação, pois este é um bom indicador da inflação futura, tornando o cenário atual motivo de atenção redobrada.
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“A posição do nosso instituto e dos meus pesquisadores é que isso vai impactar a inflação futura e vai gerar pressão para que o Fed aumente a taxa de juros”, declarou Marcello Estevão. Ele prevê que essa elevação pode ocorrer no final do ano, possivelmente em outubro.
Esse movimento, conforme destacou o economista, terá um impacto direto no Brasil, manifestando-se através do câmbio e das taxas de juros domésticas.
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Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.
