Inflação no Brasil encerra 2025 em 4,30%, abaixo da meta do Banco Central. Expectativas para o IPCA de dezembro e cortes na Selic agitam o mercado!
A inflação no Brasil deve ter encerrado o ano de 2025 com um aumento de 4,30%. Esse resultado ficou abaixo do limite superior da meta do Banco Central pelo segundo mês consecutivo em dezembro. A informação é baseada na mediana das estimativas de 20 economistas consultados pela Reuters nas últimas duas semanas.
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A meta contínua para a alta dos preços, medida pelo IPCA, é de 3,0%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Em novembro, o IPCA acumulou um avanço de 4,49% em 12 meses, ultrapassando o teto do objetivo pela primeira vez desde setembro de 2024, em meio à política monetária restritiva do Banco Central.
O IBGE divulgará os dados do IPCA de dezembro na próxima sexta-feira, em um cenário de expectativas para o início dos cortes da Selic, que atualmente está em 15%. O Banco Central tem enfatizado a necessidade de cautela. Flavio Serrano, economista chefe do Banco BMG, comentou que, segundo suas projeções, os alimentos devem ter fechado com alta de apenas 1,5%, enquanto os serviços devem registrar um aumento de 6,0%.
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Ele destacou que o mercado de trabalho apertado é a principal razão para a piora na inflação de serviços ao longo de 2025. A taxa de desemprego no Brasil caiu nos três meses até novembro, alcançando o menor nível desde o início da série histórica em 2012, apesar de outros indicadores refletirem uma economia mais fraca.
Para dezembro, a expectativa é de uma alta de 0,35% do IPCA, em comparação a 0,18% em novembro. Rodolpho Sartori, economista da Austin Rating, afirmou que a aceleração dos preços livres, devido à sazonalidade de fim de ano, e os serviços, que ainda apresentam oscilações positivas, devem ser os principais fatores para uma inflação mais alta no mês.
Além da trajetória elevada dos preços dos serviços, o Banco Central também está atento às expectativas de inflação, que estão em lento declínio, apontando atualmente para uma taxa de 4,06% no final de 2026, conforme a última pesquisa Focus.
A próxima reunião do Banco Central está agendada para os dias 27 e 28 de janeiro, e a maioria dos economistas acredita que a Selic será mantida, com cortes previstos para março, no segundo encontro do ano.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.