Inflação no Brasil deve encerrar 2025 abaixo de 4,5%, aponta análise de economistas e BC
A inflação no Brasil deve encerrar 2025 abaixo de 4,5%, com o Banco Central mantendo juros em 15% até março, segundo especialistas e análises financeiras.
Inflação Brasileira e Expectativas para 2025
A inflação no Brasil está se aproximando do limite da meta oficial e deve encerrar 2025 abaixo de 4,5%, conforme análises de instituições financeiras. Em contrapartida, a expectativa é que o Banco Central (BC) mantenha a taxa de juros em 15% até março, o maior nível em quase duas décadas, segundo especialistas consultados pelo CNN Money.
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Na quarta-feira (26), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou que a inflação retornou ao limite da meta oficial. O BC visa uma meta de inflação de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, prevê que o IPCA deve fechar o ano em 4,5%, no teto da meta, indicando um processo de desinflação na economia brasileira.
Projeções de Economistas
A expectativa de que o IPCA termine 2025 dentro da meta é compartilhada por outros economistas. Cristiano Oliveira, diretor de pesquisa econômica do Banco Pine, mantém a projeção do IPCA para 2025 em 4,4%, ligeiramente abaixo do teto da meta. Ele atribui o pequeno desvio na prévia da inflação a aumentos em itens voláteis, como passagens aéreas, mas acredita que isso não altera a expectativa de evolução dos preços.
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Para 2026, a previsão é que o IPCA continue a desacelerar, ficando em torno de 3,8%. A análise da Warren Investimentos indica que o IPCA-15 de novembro apresentou resultados piores do que o esperado, mas as projeções para 2025 foram mantidas em 4,2%, abaixo da meta.
Para o próximo ano, a expectativa permanece em 4,5% para a inflação.
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Taxa de Juros e Política Monetária
O Banco Central deve iniciar o ciclo de cortes na taxa de juros em março do próximo ano, conforme a Suno Research. Atualmente, a taxa está em 15% ao ano, o nível mais alto desde maio de 2006. Em novembro, a taxa foi considerada suficiente para manter a inflação em torno da meta.
O economista-chefe da Suno destaca que a autoridade monetária está atenta à desaceleração econômica e às expectativas de inflação.
Espera-se que o BC realize um corte inicial de 0,5 ponto em março, reduzindo a taxa para 14,5%. A previsão é que a taxa continue a cair até atingir 12,50% no final de 2026. Petrônio Cançado, sócio da gestora de fundos Occam, observa que a cautela do BC em cortar juros apenas em março pode aumentar a credibilidade da instituição.
Comunicação e Expectativas do BC
No evento realizado nesta quinta-feira (29), o presidente do BC, Galípolo, afirmou que a política monetária permanecerá restritiva pelo tempo necessário para controlar a inflação. Ele classificou a taxa de juros do Brasil como estruturalmente mais alta do que a de outros países.
Galípolo também comentou que os dados atuais indicam que a política monetária tem sido eficaz, embora os efeitos sejam lentos.
De acordo com o último Boletim Focus, a expectativa do mercado financeiro para este ano permanece em 15% ao ano. O economista ressalta que, apesar de uma melhora nas projeções, a tendência deve se manter próxima ao centro da meta de 3%.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.












