Inflação na Zona do Euro despenca para 2% em 2026, mas desafios econômicos persistem!

Inflação na Zona do Euro desacelera para 2% em 2026, mostrando resiliência diante de desafios. Expectativas de crescimento permanecem cautelosas. Saiba mais!

4 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Inflação na Zona do Euro desacelera para 2%

No mês passado, a inflação na Zona do Euro registrou uma desaceleração para 2%. O ano se mostrou estável em termos de preços para o bloco monetário, apesar das incertezas relacionadas ao impacto das tarifas americanas, dos estímulos na Alemanha e das tensões geopolíticas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Zona do Euro conseguiu enfrentar desafios inesperados, como tensões comerciais e a perda de mercados de exportação, enquanto o consumo interno se fortaleceu e as taxas de juros mais baixas proporcionaram um alívio.

No entanto, essa resiliência não deve resultar em um crescimento acelerado, uma vez que questões estruturais ainda limitam o avanço econômico e os governos parecem relutantes em adotar compromissos políticos que favoreçam uma integração mais profunda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Controle da inflação e expectativas futuras

O controle da inflação representa uma conquista significativa para a população de 350 milhões de pessoas na Zona do Euro. O crescimento dos preços caiu para 2,0% no último mês, alinhando-se às expectativas, e deve permanecer próximo a esse patamar nos próximos anos.

Um indicador importante que exclui os custos voláteis de alimentos e energia também apresentou queda, passando de 2,4% para 2,3%, refletindo uma leve desaceleração na inflação de serviços e bens industriais.

LEIA TAMBÉM!

Esses dados corroboram a análise de economistas de que a Zona do Euro inicia 2026 em uma posição robusta, mesmo diante de incertezas. As tarifas americanas ainda não impactaram completamente os preços, e as empresas estão em processo de ajuste das cadeias de valor, o que indica que o cenário pode levar boa parte de 2026 para se esclarecer.

Impacto dos gastos alemães e desafios econômicos

O JPMorgan destacou que o efeito das tarifas atuais ainda está se manifestando nos dados, e a política comercial dos EUA pode sofrer alterações, especialmente em função de decisões judiciais ou descontentamentos com acordos existentes. Outro ponto a ser considerado é o aumento dos gastos fiscais na Alemanha, que visa impulsionar a defesa e a infraestrutura.

Economistas esperam que isso contribua para o crescimento, embora a implementação inicial seja lenta.

Atualmente, a Alemanha, a maior economia da Zona do Euro, evita a recessão. O Deutsche Bank projeta um impulso fiscal de 1,4% do PIB para este ano, o que deve beneficiar toda a Europa. Contudo, os efeitos indiretos para o restante da Zona do Euro dependem da natureza dos gastos fiscais, da capacidade ociosa na Alemanha e da confiança econômica fora do país.

Perspectivas de crescimento e desafios contínuos

A redução nos preços da energia também é um fator positivo, pois diminui custos e melhora os termos de troca do bloco, considerando a alta dependência da Europa em relação às importações de combustíveis fósseis. Apesar disso, o crescimento econômico geral pode desacelerar para cerca de 1,2% este ano, em comparação com 1,4% em 2025, devido a múltiplos desafios enfrentados pelo bloco.

As tarifas continuarão a impactar as exportações, enquanto a China deve manter a Europa fora de alguns mercados importantes. A indústria está próxima da recessão devido aos altos custos, e a Zona do Euro permanece fragmentada, dificultando a produção em escala competitiva globalmente.

O BCE, que apoiou a economia com cortes nas taxas de juros nos últimos dois anos, deve manter as taxas inalteradas, já que a inflação está dentro da meta e quedas abaixo de 2% devem ser temporárias.

Os mercados financeiros esperam que as taxas de juros permaneçam estáveis em todas as reuniões do BCE este ano, com uma expectativa de aperto monetário no próximo ano. Leo Barincou, da Oxford Economics, afirmou que um maior afrouxamento monetário poderia resultar em surpresas negativas significativas, tanto para o crescimento quanto para a inflação.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

Sair da versão mobile