Inflação dos alimentos desacelera de 1,38% para 0,74% entre maio e junho de 2026, aponta IBGE

A desaceleração da inflação dos alimentos reflete uma leve melhora nos preços, embora itens como batata e tomate ainda apresentem altas expressivas.

25/06/2026 10:36

2 min

Batata foi domesticada nos Andes há mais de 6 mil anos
Batata foi domesticada nos Andes há mais de 6 mil anos

A inflação dos alimentos apresentou uma desaceleração significativa ao passar de maio para junho de 2026, conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O IPCA-15, que mede a variação de preços, caiu de 1,38% para 0,74%.

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Esse comportamento foi especialmente influenciado pelo grupo de alimentação, que teve um impacto de 0,16 pontos percentuais no índice geral, que registrou uma alta de 0,41% em junho.

Alterações nos Preços dos Alimentos Domiciliares

No que diz respeito à alimentação dentro do domicílio, a variação passou de 1,73% em maio para 0,87% em junho. Os produtos que mais se destacaram por suas altas expressivas foram a batata– inglesa, com um aumento de 29,42%, seguida pelo tomate (17,27%), feijão – carioca (14,29%) e cebola (9,54%).

Esses itens têm apresentado aumentos acumulados significativos no primeiro semestre de 2026: o tomate subiu 103,84%, a cenoura aumentou 103,10% e a batata – inglesa registrou uma alta de 100,20%.

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Fatores Climáticos e Impacto nos Preços

A batata é especialmente sensível às condições climáticas. Chuvas excessivas e geadas podem reduzir a oferta desse produto. Como se trata de um alimento perecível com ciclos curtos de cultivo, qualquer quebra na safra resulta em aumentos expressivos nos preços.

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Situações semelhantes ocorrem com o tomate, cuja produção também pode ser afetada por problemas climáticos nas regiões produtoras, como chuvas intensas ou calor excessivo.

Por outro lado, alguns produtos apresentaram quedas nos preços. O café moído teve uma redução de 3,69%, enquanto as frutas diminuíram em 0,96%. O café havia enfrentado altas significativas nos meses anteriores; no entanto, as expectativas positivas para a safra contribuíram para um alívio nos preços internacionais.

Essa melhora impacta diretamente as negociações realizadas no Brasil.

A alimentação fora do domicílio também apresentou mudanças entre maio e junho. A variação caiu de 0,51% para 0,40%. A refeição registrou uma leve diminuição na variação: passou de 0,57% em maio para 0,39% em junho. Em contrapartida, os lanches tiveram um aumento na taxa: subiram de 0,37% para 0,45% durante o mesmo período.

Com essas flutuações nos preços dos alimentos e as consequências diretas das condições climáticas sobre a produção agrícola, o setor do agronegócio continua em alerta. A evolução da inflação alimentar pode influenciar tanto os consumidores quanto os produtores nas próximas semanas.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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