Inflação dispara na Argentina! IPC atinge 2,9% em fevereiro e alarmante 33,1% em 12 meses. Crise persiste e afeta o bolso das famílias argentinas. Saiba mais!
O Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) divulgou nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, os dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), revelando uma inflação de 2,9% para o mês de fevereiro. Esse resultado superou as expectativas dos economistas, que projetavam uma taxa menor, e manteve a inflação em um patamar elevado, o maior visto em quase um ano.
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A situação se agrava quando se considera o acumulado de 12 meses, que atingiu 33,1%, um aumento em relação aos 32,4% registrados no mês anterior.
Avanço no Primeiro Bimestre
Nos primeiros dois meses de 2026, a inflação acumulada foi de 5,9%. Esse crescimento, embora ainda elevado, demonstra uma desaceleração em comparação com o ritmo acelerado do mês anterior. Os setores que mais contribuíram para essa inflação foram habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, com uma alta de 6,8%, seguidos por alimentos e bebidas não alcoólicas, com 3,3%, e bens e serviços diversos, também com 3,3%, além de restaurantes e hotéis, com 3% de alta.
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A alta de 3,3% nos preços dos alimentos se destacou como um dos principais fatores de inflação no mês. Essa situação impacta diretamente o orçamento das famílias argentinas, que já enfrentam dificuldades econômicas. A estabilidade do índice de fevereiro em relação a janeiro, com 2,9%, reforça a necessidade de medidas mais eficazes para controlar a inflação.
O presidente da Argentina voltou a expressar confiança de que a inflação pode chegar a zero nos próximos meses. Os dados também indicam uma perda de força da inflação, em comparação com o desempenho de 2025, quando a inflação mensal oscilou entre 2% e 3%, com poucas leituras abaixo de 2%.
O governo atribui a alta da inflação a uma “correção de preços relativos”, resultado de décadas de distorções econômicas. O ministro da Economia, Luis Caputo, defende o equilíbrio fiscal, o controle da oferta de moeda e a melhora do balanço do Banco Central como prioridades do programa econômico.
A inflação segue sendo um desafio para o governo de Milei, que implementou um pacote de medidas econômicas drásticas desde sua posse em dezembro de 2023. Entre as medidas, destacam-se a paralisação de obras federais, a interrupção de repasses para as províncias e a eliminação de subsídios sobre serviços essenciais.
Essas ações têm impactado diretamente os preços ao consumidor, mas também são consideradas centrais para a estratégia de Milei de reorganizar a economia argentina. O governo busca, em conjunto com o FMI e outras instituições financeiras internacionais, fortalecer as reservas e estabilizar o câmbio.
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Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.