Indicação de Otto Lobo para a presidência da CVM gera polêmica! Advogados e executivos defendem sua experiência, enquanto críticas apontam motivações políticas.
Advogados de grandes escritórios e executivos de empresas de capital aberto demonstraram surpresa com as críticas direcionadas ao nome de Otto Lobo para a presidência da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Eles argumentam que Lobo é um profissional técnico com vasta experiência no mercado de capitais.
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Após a publicação da indicação de Lobo no Diário Oficial da União, surgiram críticas contundentes à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As reclamações apontavam que a escolha teria motivações políticas, influenciadas pelo centrão, e mencionavam decisões controversas de Lobo em casos notórios, como Ambipar e Banco Master.
Otto Lobo iniciou sua carreira no começo da década de 1990, sendo conhecido por muitos advogados das principais bancas do Rio de Janeiro e São Paulo. Aqueles que já trabalharam com ele consideram sua escolha um “nome natural” após a presidência interina da CVM, que ele ocupou em grande parte de 2025, após a saída antecipada de João Pedro Nascimento.
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Com quatro décadas de experiência no direito, Lobo esteve envolvido em casos emblemáticos, como o processo após a quebra da Bolsa de Valores do Rio, a falência da varejista Mesbla e o primeiro grande caso de recuperação judicial do Brasil, da Varig.
Ele nega qualquer influência política em sua indicação, afirmando que, ao ingressar no serviço público durante o governo de Jair Bolsonaro, não conhecia ninguém no Senado ou na Câmara.
Recentemente, as decisões de Lobo passaram a ser analisadas com mais rigor. Ele costuma dizer a seus colegas que os votos na CVM “são escritos e públicos”, enfatizando que é possível consultá-los. Em relação aos casos polêmicos, Lobo afirma que suas decisões são pautadas pela “técnica” e que os julgadores “não podem temer a repercussão”.
Ele recorda que, na infância, presenciou sua mãe, que atuava no direito criminal, sendo hostilizada nas ruas.
Entre as empresas de capital aberto, a indicação de Lobo também recebeu apoio. A Abrasca (Associação Brasileira das Empresas de Capital Aberto) elogiou sua escolha, destacando sua formação técnica e ampla experiência no setor. Antes de sua indicação à CVM, Otto Lobo integrou o CRSFN (Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional), onde atuou de 2015 a 2019, julgando diversos casos de informação privilegiada no mercado financeiro.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.