A Indian Oil Corp dá um passo estratégico ao adquirir 7 milhões de barris de petróleo, incluindo da Petrobras, para substituir o fornecimento russo. Descubra os detalhes dessa mudança!
A Indian Oil Corp, a principal refinaria da Índia, adquiriu 7 milhões de barris de petróleo, incluindo volumes da Petrobras, para carregamento em março. Essa ação visa substituir o petróleo russo, conforme informaram duas fontes do setor. As refinarias indianas estão ajustando suas estratégias para reduzir a dependência da Rússia, seu maior fornecedor, e aumentar as importações do Oriente Médio.
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Essa mudança pode facilitar um acordo comercial entre Nova Délhi e os Estados Unidos, com o objetivo de diminuir tarifas. A IOC comprou 1 milhão de barris do tipo Murban de Abu Dhabi da Shell e 2 milhões de barris de Upper Zakum da trader Mercuria.
Além disso, foram adquiridos 1 milhão de barris de Hungo e 1 milhão de barris de Clove de Angola da Exxon.
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Entre as aquisições, a IOC também garantiu 2 milhões de barris de petróleo de Búzios, da Petrobras, conforme um contrato opcional que permite flexibilidade nas negociações. Informações sobre a precificação não foram divulgadas, já que compradores e vendedores geralmente não comentam sobre esses acordos devido a cláusulas de confidencialidade.
As importações de petróleo russo pela Índia caíram para o menor nível em dois anos em dezembro, enquanto a participação das importações dos países da Opep alcançou o maior patamar em 11 meses, segundo dados comerciais. Desde o início da guerra na Ucrânia em 2022, a Índia se tornou o maior comprador de petróleo bruto russo com desconto, mas as refinarias reduziram as compras após sanções ocidentais mais rigorosas em outubro.
No mês passado, a IOC fez sua primeira compra de petróleo colombiano em um acordo com a estatal Ecopetrol e, pela primeira vez, adquiriu petróleo cru do Oriente do Equador.
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Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.