Inadimplência Brasileira Atinge Nível Alarmante em Fevereiro de 2026
Um novo levantamento revelou que um número expressivo de brasileiros, 73,7 milhões, tinham seus nomes negativados em fevereiro de 2026. Esse dado representa um aumento de 10,2% em relação ao mesmo período de 2025, e corresponde a 44,1% da população adulta do país, segundo dados combinados da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) Brasil.
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O valor médio das dívidas por inadimplente em fevereiro era de R$ 4.992,43. Além disso, cada devedor demonstra possuir dívidas com aproximadamente 2,29 empresas credoras, indicando uma complexidade considerável no cenário de endividamento do consumidor brasileiro.
Análise Detalhada das Dívidas
A pesquisa apontou que quase um terço dos consumidores (29,9%) enfrentava dívidas com valores até R$ 500. Um percentual ainda maior, de 42,5%, se encontrava com dívidas de até R$ 1.000. Essa concentração de dívidas de menor valor sugere um impacto significativo no orçamento de muitos brasileiros.
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Foco em Adultos Jovens e Setor Financeiro
A inadimplência se concentra principalmente em adultos jovens, com a faixa etária de 30 a 39 anos liderando o ranking, totalizando 18,0 milhões de pessoas. Mais de metade (53,1%) da população nessa faixa etária estava com o nome negativado em fevereiro. A distribuição entre homens e mulheres é equilibrada, com 51,35% das dívidas sendo contraídas por mulheres e 48,65% por homens.
Variações Regionais na Inadimplência
Ao analisar os dados por região, o Sul se destacou com o maior crescimento na inadimplência, registrando um aumento de 18,1% em comparação com o ano anterior. O Sudeste apresentou um crescimento de 18,0%, seguido pelo Norte (17,9%), Centro-Oeste (15,4%) e Nordeste (14,2%). Essas variações regionais indicam que os fatores que contribuem para a inadimplência podem ser distintos em diferentes partes do país.
