Ideval Anselmo, Mestre do Samba-Enredo, Morre aos 85 Anos em SP!

Ideval Anselmo, gigante do samba-enredo, falece aos 85 anos em SP! 🎶 Legado de 25 sambas e visão única sobre o Carnaval. Velório nesta quinta-feira no Cemitério Vila Nova Cachoeirinha. #samba #carnaval #idevalanselmo

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

O renomado compositor Ideval Anselmo, figura histórica no universo do samba-enredo, faleceu nesta quarta-feira, 18 de maio de 2026, aos 85 anos, em São Paulo. O velório será realizado no Cemitério Vila Nova Cachoeirinha, na zona norte da cidade, e está programado para acontecer nesta quinta-feira, 19 de maio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ideval deixou um legado de mais de 25 sambas-enredo, consolidando-se como um importante guardião da memória e das tradições do samba carioca.

Envolvimento com a Embaixada do Samba Paulistano

Desde 2005, Ideval desempenhou um papel fundamental na Embaixada do Samba Paulistano. Em 2012, lançou seu primeiro álbum autoral, que incluía sambas-enredo, o ijexá “Tesouro Africano” e composições em estilo gafieira. Mesmo após se afastar dos desfiles, ele continuou engajado na defesa de um Carnaval mais conectado com as raízes comunitárias e com a irreverência característica do gênero.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Visão sobre o Carnaval

Ideval frequentemente expressava sua visão sobre o Carnaval, criticando o predomínio de sambas técnicos e descritivos. Ele defendia que a festa era, acima de tudo, um momento popular, pertencente ao povo, e que a força coletiva e a alegria deveriam ser priorizadas.

Ele valorizava a importância de manter viva a tradição do samba.

LEIA TAMBÉM!

Trajetória e Influências

Nascido em 18 de setembro de 1940, em Catanduva, Ideval cresceu em Votuporanga, interior de São Paulo, onde foi influenciado por seus familiares – um avô sanfoneiro, uma avó cantora e um pai cavaquinista. Sua paixão pela música começou cedo, com estudos na escola de música da prefeitura e participação na banda da cidade.

Em 1960, mudou-se para São Paulo, onde trabalhou como torneiro mecânico.

Início no Carnaval

Sua aproximação com o Carnaval começou ao acompanhar os antigos cordões da cidade, onde descobriu as alas dos compositores. Em 1971, integrou a Camisa Verde e Branco, marcando o início de uma trajetória que o consolidaria como um dos principais nomes do Carnaval paulistano.

Em 1972, venceu a disputa com o samba “Literatura de Cordel”, e em 1974, com o enredo “Nega Fulô”.

Contribuições e Reconhecimento

Ideval Anselmo foi um dos autores de “Narainã, a Alvorada dos Pássaros”, samba-enredo da Camisa Verde e Branco de 1977, eleito o “samba do século” em concurso promovido pela Folha de S.Paulo. O samba, com o refrão “Era de manhã / Narainã ali chegou / No reino encantado / Oh sinfonia, a patativa que cantou”, narra uma lenda indígena e é reconhecido por sua melodia e comunicação com o público.

Sua obra foi interpretada por grandes nomes do samba, como Jamelão e Eliana de Lima.

Legado e Participações

Além de sua atuação na Camisa Verde e Branco, Ideval participou da fundação da Tom Maior, conquistou o bicampeonato na Rosas de Ouro em 1984 e assinou sambas marcantes na Unidos do Peruche, como “Água Cristalina” e “Os Sete Tronos dos Divinos Orixás”, que valorizavam a religiosidade e a herança africana.

Seu repertório foi reunido em um álbum lançado em 2012, dentro do projeto Memória do Samba Paulista, do Kolombolo Diá Piratininga.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

Sair da versão mobile