Ibrachina surpreende na Copinha de 2026
O Ibrachina se destacou na Copinha de 2026, alcançando a semifinal do torneio de base, ao lado de grandes clubes como Cruzeiro, Grêmio e São Paulo, que será seu adversário nesta quinta-feira (22), às 21h30 (de Brasília). Fundado em 16 de setembro de 2020, na Mooca, pelos irmãos Thomas e Henrique Law, o clube nasceu com o objetivo de expandir um projeto social que já apoiava escolinhas de futebol em São Mateus e Heliópolis.
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Henrique, presidente do Ibrachina Futebol Clube, compartilha que a criação do clube foi um sonho familiar. “O futebol sempre foi uma paixão minha e do meu irmão, mas o Ibrachina surge como um braço esportivo do Instituto Sociocultural Brasil China (Ibrachina), que atua em diversas áreas”, explica.
Ele destaca que o clube começou apoiando projetos sociais e, a partir disso, estruturou um clube formador com gestão profissional e compromisso com a sustentabilidade.
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Captação de atletas e foco na base
Atualmente, a captação de atletas é realizada por meio de peneiras organizadas pelo Ibrachina e pela observação de olheiros em competições de base. A estrutura do clube já começou a apresentar resultados, com o Ibrachina alcançando as oitavas de final do torneio em 2024.
Embora Henrique não tenha se mostrado surpreso com a classificação à semifinal, ele considera a campanha do Ibrachina “histórica” e celebra a visibilidade que o clube está recebendo. No entanto, ao ser questionado sobre planos de criar um time profissional, ele reafirma que o foco atual é exclusivamente na base. “A meta é formar atletas e cidadãos, competindo com seriedade”, afirma.
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Investimentos e transparência
Nos últimos dias, a origem dos investimentos no Ibrachina gerou discussões, especialmente devido à notoriedade dos pais de Henrique, que possuem shoppings em São Paulo. Uma CPI realizada em 2023 levantou questões sobre um esquema de pirataria relacionado aos negócios da família Law.
Henrique enfatiza a independência do Ibrachina, afirmando que todos os investimentos são “declarados e dentro da lei”. Ele destaca que o clube é uma empresa esportiva brasileira com gestão autônoma, e os recursos vêm de patrocinadores e investimentos dos sócios, todos formalizados.
O advogado Miguel Pereira Neto, que atuou na época da CPI, defendeu que a empresa da família Law apenas realiza locação de espaços e lojas, sem responsabilidade sobre a origem dos produtos vendidos. Ele afirmou que não há qualquer atividade ilegal associada aos negócios da família.
