Ibovespa surpreende com alta de 12,56% em janeiro de 2026, destacando-se entre 13 ativos e atraindo R$ 21,8 bilhões de investidores estrangeiros. Saiba mais!
O Ibovespa fechou janeiro de 2026 com um dos maiores ganhos dos últimos anos, em um movimento considerado incomum para o índice, que costuma ser mais volátil no início do ano. O principal índice da bolsa brasileira teve uma alta de 12,56% no mês, alcançando o terceiro melhor resultado em 16 anos.
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Esse desempenho colocou o Ibovespa no topo do ranking entre 13 classes de ativos analisadas em janeiro, conforme levantamento da Elos Ayta. O índice superou até mesmo investimentos tradicionalmente vistos como seguros em tempos de incerteza, como o ouro, que teve uma alta de 11,97%, mas ainda assim ficou atrás da Bolsa.
O IDIV, que reúne as principais pagadoras de dividendos da B3, avançou 10,56%.
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Para investidores internacionais, a performance de janeiro foi ainda mais impressionante. Em dólares, o Ibovespa acumulou uma alta de aproximadamente 20,37% até o final do mês, figurando entre os 11 maiores ganhos mensais em dólares desde 2000. Este foi o melhor resultado desde novembro de 2020, quando os mercados globais reagiram positivamente ao avanço das vacinas contra a covid-19.
A valorização em dólares foi impulsionada pela apreciação do real, o que ampliou os ganhos para quem investe no mercado brasileiro a partir do exterior, aumentando o interesse estrangeiro pelos ativos locais. Até o dia 27 de janeiro, a B3 registrou um ingresso líquido de R$ 21,8 bilhões de investidores estrangeiros, representando 81,4% de todo o saldo positivo observado ao longo de 2025.
Historicamente, o avanço do Ibovespa em janeiro é considerado o terceiro melhor resultado mensal desde 2010, atrás apenas de março de 2016 e novembro de 2020, períodos marcados por mudanças significativas na percepção do cenário econômico e político.
Esses fatores têm sido vistos pelo mercado como um sinal de otimismo.
A combinação de um mercado de ações forte, câmbio em queda e um fluxo estrangeiro robusto sugere uma diminuição dos prêmios de risco e uma mudança nas preferências dos investidores, que estão optando por maior exposição aos ativos domésticos em vez de proteção cambial.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.