Ibovespa sofre pressão negativa com conflito no Oriente Médio e alta do petróleo nesta segunda-feira

Ibovespa enfrenta pressão negativa nesta segunda-feira, com queda de 0,17% devido ao conflito no Oriente Médio. Descubra os impactos no mercado!

20/04/2026 11:26

3 min

Ibovespa sofre pressão negativa com conflito no Oriente Médio e alta do petróleo nesta segunda-feira
(Imagem de reprodução da internet).

Ibovespa enfrenta pressão negativa devido ao conflito no Oriente Médio

Na manhã desta segunda-feira (20), o Ibovespa, seguindo a tendência de diversas bolsas globais, não consegue se desvencilhar da pressão negativa provocada pelo conflito no Oriente Médio. A alta de mais de 3% nos preços do petróleo tende a beneficiar as ações da Petrobras e de outras petroleiras listadas na B3.

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No entanto, a maioria dos papéis do índice apresenta queda, com o Ibovespa recuando 0,17% e alcançando 195.478 pontos.

Os preços do petróleo reagem ao fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em resposta ao bloqueio naval imposto pelos EUA a navios iranianos, resultando na apreensão de um cargueiro. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que Teerã não planeja, no momento, uma nova rodada de negociações mediadas pelo Paquistão, conforme reportado pela agência iraniana Tasnim.

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Expectativas para ações da Petrobras e mercado internacional

Segundo o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, “as ações da Petrobras e demais petrolíferas devem recuperar terreno após as quedas da sexta-feira, compensando o efeito da maior aversão ao risco no Ibovespa”. Ele ressalta que a Bolsa passou por uma realização de lucros moderada nas últimas três sessões.

A valorização do petróleo pode limitar o impacto negativo das bolsas de Wall Street sobre o mercado brasileiro. Às 10h40 (horário de Brasília), o futuro do Dow Jones apresentava queda de 0,61%, enquanto o contrato futuro do S&P 500 desvalorizava 0,5% e o futuro do Nasdaq 100 perdia 0,52%.

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Na Europa, os ganhos são limitados pelos temores relacionados à guerra, com a Bolsa de Londres caindo 0,6% e a de Paris perdendo 1,05%.

Movimentação das bolsas asiáticas e boletim Focus

As bolsas asiáticas foram as únicas a registrar movimentos positivos, com o índice japonês subindo 0,6% e o sul-coreano Kospi fechando em alta de 0,4%. O índice de Hong Kong ganhou 0,8%, enquanto o Taiex em Taiwan registrou um aumento de 0,4%. Na China continental, o Xangai Composto teve alta de 0,8% e o Shenzhen Composto subiu 0,7%.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou quase estável, com uma variação de 0,07% em Sydney.

No cenário interno, a agenda de indicadores e eventos é fraca nesta segunda-feira, com destaque para o Boletim Focus. O relatório do Banco Central indicou um aumento na expectativa de inflação para 2026 pela sexta semana consecutiva, com o mercado prevendo um IPCA de 4,80% ao final do ano.

A Selic continua sendo um ponto central, com projeções de elevação para 13% em 2026, um aumento de 0,50 ponto percentual em relação à estimativa anterior.

Dólar e mercado de câmbio

O dólar permanece próximo da estabilidade em relação ao real, cotado a R$ 4,98, com uma variação positiva de 0,17%. O mercado de câmbio está atento aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Após um avanço nas conversas entre EUA e Irã na semana passada, que resultou na reabertura do canal de Ormuz e na redução dos preços do petróleo, as tensões aumentaram novamente no final de semana com o fechamento do canal e a nova alta da commodity.

Esse tema continua a dominar as atenções em uma semana com uma agenda de dados mais limitada, conforme relatado pela equipe de economistas do Departamento de Pesquisa Econômica do Banco Daycoval. Apesar disso, há expectativa de um efeito positivo do aumento do preço do petróleo no setor exportador brasileiro.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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