Ibovespa inicia a semana em alta, subindo 1,54% e alcançando 180.389,50 pontos. Dólar em queda, negociado a R$ 5,27. O que esperar dos juros?
O Ibovespa apresentou um avanço nos primeiros negócios desta segunda-feira (16), seguindo a tendência positiva dos mercados acionários internacionais e beneficiado pela redução nas taxas dos DI. A situação no Oriente Médio e seus impactos na economia global permanecem como foco de atenção para os investidores.
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Por volta das 10h25, o índice subia 1,54%, alcançando 180.389,50 pontos.
O dólar começou o dia em forte queda no Brasil, alinhando-se ao recuo da moeda americana em relação a várias outras divisas no exterior. A guerra no Oriente Médio e as decisões dos bancos centrais sobre juros estão no centro das atenções dos investidores.
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No mesmo horário, a cotação do dólar à vista caía 0,95%, sendo negociada a R$ 5,27 na venda.
Durante esta sessão, a moeda norte-americana se desvalorizou em relação à maioria das divisas globais, incluindo o real, em um dia de ajustes de preços, mesmo com a continuidade do conflito. Israel anunciou planos detalhados para mais três semanas de combate e informou que seus militares bombardearam alvos em todo o Irã durante a noite.
O Irã, por sua vez, afirmou que não pediu um cessar-fogo e busca garantir que o fim do conflito com Israel e os EUA seja definitivo.
No cenário econômico, os investidores aguardam as decisões sobre juros dos bancos centrais dos EUA, Reino Unido, Japão e da zona do euro, além do Brasil, ao longo desta semana. Para o Federal Reserve, a expectativa é de que a taxa permaneça entre 3,50% e 3,75%.
No Brasil, a curva de juros começou a considerar, na sexta-feira, uma leve possibilidade de que o Banco Central mantenha a taxa Selic em 15% nesta semana, devido aos efeitos inflacionários da guerra no Oriente Médio.
As expectativas de um corte de 25 pontos-base ainda são predominantes, enquanto a chance de uma redução de 50 pontos-base foi eliminada da curva. O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos tem sido um dos fatores que atraem investimentos para o país, o que levou a uma desvalorização do dólar em relação ao real nos últimos meses.
Contudo, a guerra tem pressionado a moeda americana. Às 11h30, o Banco Central realizará um leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para a rolagem do vencimento de 1º de abril.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.