IBGE: Desemprego cai ao menor patamar histórico em maio

IBGE registra queda histórica no desemprego em maio e aponta aquecimento do mercado brasileiro.

26/06/2026 10:46

4 min

A população ocupada ficou em 102,7 milhões no trimestre terminado em maio
A população ocupada ficou em 102,7 milhões no trimestre terminad...

A taxa oficial de desemprego no Brasil atingiu seu menor nível histórico em maio e foi divulgada nesta sexta – feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice ficou em 5,6%, um resultado que representa uma melhora significativa para o mercado de trabalho nacional.

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Os dados apontam também a redução percentual quando comparados ao trimestre móvel anterior — período compreendido entre dezembro, janeiro e fevereiro —, onde havia sido registrado patamar superior: 5,8%. Em comparação com os mesmos meses do ano passado, na época era apurado um indicador ligeiramente mais alto, chegando aos 6,2% no primeiro semestre de referência.

William Kratochwill, analista da pesquisa IBGE, interpretou essa mínima histórica como sinal de “o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”.

Indicadores gerais do trabalho

O levantamento detalhado mostra que o país contava com 102,7 milhões de pessoas ocupadas durante o trimestre encerrado em maio. Esse número representa um aumento modesto de apenas 0,5%, ou seja, foram adicionados cerca de 558 mil trabalhadores desde fevereiro.

Em relação ao desemprego propriamente dito, a população sem emprego foi contabilizada em 6,1 milhões de indivíduos. Embora esse valor esteja estável se comparado aos 6,2 milhões registrados no período terminado em fevereiro, houve uma queda expressiva e positiva quando analisamos os dados anuais; há menos gente procurando vaga agora do que havia ano passado (quando eram 6,7 milhões), representando diminuição de quase dez por cento na taxa anual.

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Como o IBGE calcula esses números. A pesquisa Pnadá abrange todas as formas possíveis de ocupação para pessoas com idade igual ou superior a 14 anos. Isso inclui tanto quem trabalha formalmente — portando carteira assinada —, quanto aqueles autônomos ou temporários sem vínculo empregatício registrado pela empresa.

Para ser considerado desocupado no cálculo oficial, é preciso ter procurado ativamente uma oportunidade em trabalho nos últimos trinta dias antes da realização do levantamento dos dados; os pesquisadores visitaram um total de 211 mil domicílios espalhados por todos os estados e pelo Distrito Federal neste ciclo apurado.

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Rendimento médio e informalidade

O rendimento mensal que o trabalhador recebeu ficou na média de R 3.726 durante maiotrimestre encerrado nesse mês. Esse valor se manteve estável quando comparado ao trimestre móvel anterior (que registrou ligeiramente mais: R 3.756). No entanto, é importante notar que esse montante representa uma elevação real — já descontada a inflação do período —, ficando quatro por cento acima dos valores registrados no mesmo tempo em relação ao ano passado.

A taxa de trabalhadores informais também foi apurada pelo IBGE e atingiu 37,3%. Isso significa um total estimado de 38,3 milhões de pessoas trabalhando sem o registro formal ou como autônomos não vinculados à Pessoa Jurídica; este indicador mostra leve queda se comparado aos 37,8% observados há exatamente um ano atrás.

Trabalhadores nessa categoria geralmente ficam desprotegidos quanto benefícios garantidos pela lei, tais como seguro – desemprego, férias remuneradas ou pagamento do décimo terceiro salário.

Contribuição para a Previdência

A pesquisa revelou que quase dois terços dos trabalhadores — especificamente em torno de 66,6%, totalizando cerca de 68,4 milhões de pessoas —, contribuíram ativamente com os institutos previdenciários durante o período analisado. Ao contribuir regularmente junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e outros planos estaduais ou municipais da Seguridade Social União, esses indivíduos adquirem direitos importantes na vida adulta, incluindo aposentadoria futura, benefícios por incapacidade temporária e pensão vitalícia após falecimento.

Marcos históricos no mercado

Os dados também permitiram traçar um panorama histórico dos índices trabalhistas brasileiros; a menor taxa registrada pela Pnad foi em fato notório: 5,1%, ocorrida nos últimos meses de dezembrojaneiro de 2025. Por outro lado, o índice mais elevado já constatado chegou aos impressionantes 14,9% — patamar que ocorreu duas vezes durante os períodos móveis encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, ambos momentos marcados pelo impacto da pandemia global por covid-19.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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