IBGE Aponta 8,7 Milhões de Trabalhadores na Indústria em 2024

IBGE aponta 8,7 milhões de trabalhadores na indústria em 2024, com destaque para o setor de alimentos como maior empregador nacional

O setor de fabricação de produtos alimentícios foi o maior empregador da indústria em 2024 | Poder360

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quarta-feira, 24 de junho de 2026, os resultados da Pesquisa Industrial Anual (PIA) – Empresa e Produto. Os dados abrangem o cenário industrial brasileiro de 2024 e apontam que a mão de obra total empregada nas empresas do setor atingiu a marca de 8,7 milhões de pessoas.

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O relatório detalha o desempenho setorial, revelando que o setor de fabricação de produtos alimentícios se consolidou como o principal gerador de empregos no período analisado.

Panorama do Emprego Industrial em 2024

A análise da força de trabalho industrial em 2024 demonstrou uma concentração significativa de trabalhadores em setores específicos. Segundo os dados da PIA, o segmento de alimentos foi o maior empregador, contando com 2,1 milhões de ocupados. Esse número sublinha a importância estratégica da cadeia produtiva alimentar para a economia nacional.

Em sequência, outros setores importantes também foram destacados. A confecção de artigos de vestuário e acessórios empregou 551.800 trabalhadores, seguido pela fabricação de produtos de metal, excluindo máquinas e equipamentos, que contabilizou 517.100 postos de trabalho.

O setor automotivo, que engloba a fabricação de veículos, reboques e carrocerias, manteve uma força de trabalho considerável, com 491.900 pessoas empregadas.

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O panorama empresarial também foi mapeado, indicando que o Brasil possuía 358,4 mil empresas industriais que registraram pelo menos um trabalhador ocupado ao longo de 2024. Este número reflete a capilaridade e a diversificação da atividade fabril em diferentes regiões do país.

Impacto Econômico e Receita das Indústrias

Em termos de desempenho econômico, o setor industrial gerou uma Receita Líquida de Vendas (RLV) total de R$ 6,8 trilhões em 2024. Esse montante robusto é dividido entre duas grandes áreas: as indústrias extrativas e as indústrias de transformação.

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As indústrias de transformação foram responsáveis por R$ 6,3 trilhões da receita total, enquanto o setor extrativo contribuiu com R$ 483,0 bilhões. Essa divisão mostra o peso da manufatura avançada no volume de vendas do setor.

O custo da mão de obra e os pagamentos diretos também foram detalhados. As empresas industriais pagaram um total de R$ 481,1 bilhões referentes a salários, retiradas e outras formas de remuneração. Além disso, o Valor de Transformação Industrial (VTI) alcançou a marca de R$ 2,6 trilhões, indicador que mede o valor agregado pela transformação das matérias-primas.

Os dados da PIA confirmam a capacidade produtiva do setor industrial brasileiro, que sustenta milhões de empregos e gera um volume expressivo de riqueza para a economia. A análise detalhada dos setores mostra onde os investimentos e o desenvolvimento de força de trabalho são mais críticos para o crescimento futuro.

Portanto, o setor industrial brasileiro consolidou sua relevância econômica em 2024, movimentando bilhões de reais e mantendo um grande contingente de trabalhadores empregados.