IA Influencia Voto em Julgamento de Estupro Infantil em Minas Gerais!

AI influencia voto em caso de estupro de criança! Desembargador Magid Nauef Láuar usou prompt de IA para fundamentar decisão. Debate acalorna sobre o futuro do judiciário

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(Imagem de reprodução da internet).

O caso de um homem de 35 anos acusado de estupro de uma criança de 12 anos em Minas Gerais gerou debates sobre o uso de inteligência artificial no sistema judiciário. Segundo a jornalista Jeniffer Mendonça, o voto do desembargador Magid Nauef Láuar, que acompanhou o caso, continha um prompt de IA, uma instrução dada à ferramenta para influenciar sua resposta.

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A frase “Agora melhore a exposição e fundamentação deste parágrafo” foi notada, indicando a utilização de um auxílio tecnológico na elaboração do voto.

Análise da Versão Modificada pela IA

A versão original do documento apresentava um trecho com argumentos legais complexos, que foi posteriormente modificado por um sistema de inteligência artificial. A versão revisada, conforme reportado, diz: “Não obstante as teses defensivas articuladas no sentido da insuficiência probatória quanto à suposta conduta omissiva atribuída à genitora, bem como da incidência de escusa de culpabilidade fundada em erro de proibição, o reconhecimento da atipicidade material da conduta imputada ao acusado [iniciais omitidas pela reportagem], primeiro apelante, com a consequente declaração de sua absolvição por ausência de justa causa, projeta efeitos necessários sobre a imputação dirigida à segunda apelante”.

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O Julgamento e as Decisões

O julgamento ocorreu em 11 de fevereiro e, por maioria de votos, o homem acusado de estupro e sua mãe, que respondia por omissão, foram absolvidos. O caso tramita em sigilo, conforme as normas do Poder Judiciário. A absolvição se baseou, em parte, na atipicidade material do acusado e na ausência de justa causa para a acusação.

Uso de IA no TJ-MG

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) informa que está desenvolvendo suas próprias soluções de inteligência artificial, oferecendo acesso a ferramentas como o Gemini e o NotebookLM, por meio do Google Workspace. O Tribunal ressalta a importância da supervisão humana e da proteção de dados nesses processos.

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) estabeleceu regras para o uso da IA no Judiciário, através da Resolução 615 de 2025.

Regulamentação e Orientações do CNJ

O CNJ determina que as ferramentas de IA não devem ser utilizadas para processar dados sigilosos ou protegidos por segredo de justiça, a menos que sejam devidamente anonimizados. O conselho enfatiza a necessidade de mecanismos de proteção e segurança dos dados, garantindo a supervisão humana no uso dessas tecnologias.

O TJ-MG tem promovido ações educacionais e informativas sobre o tema, incluindo podcasts, treinamentos e cursos para magistrados e servidores, com foco na utilização ética e segura da inteligência artificial.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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