Hungria confirma novo foco de peste suína africana em granja com 1.850 suínos em Somogy
A confirmação de um novo foco de peste suína africana na Hungria levanta preocupações sobre a segurança da cadeia produtiva de carne suína no país.
A Hungria registrou um novo caso de peste suína africana (PSA) em uma propriedade comercial no condado de Somogy, ao sul do país. A confirmação do vírus aconteceu no último domingo (09), após a detecção de sintomas clínicos em aproximadamente 1.850 suínos para engorda, incluindo febre, fraqueza, diarreia e mortes.
A autoridade sanitária, o Nébih (Escritório Nacional de Segurança da Cadeia Alimentar), decidiu isolar imediatamente a granja afetada e implementar medidas para conter a doença. Os animais da propriedade localizada em Lakócsa estão sendo eliminados enquanto uma investigação epidemiológica está em andamento para descobrir a origem da infecção e verificar se houve transmissão para outras criações.
Medidas de contenção e biossegurança
A granja onde foi identificado o foco de PSA fica em uma região da Hungria já considerada infectada. O Nébih também informou que o vírus foi encontrado em amostras coletadas de javalis na área, o que enfatiza a importância de medidas rigorosas de biossegurança para evitar o contato entre os suínos domésticos e a fauna selvagem.
Para garantir a segurança, foram estabelecidas zonas de proteção e vigilância com raios de 3 e 10 quilômetros ao redor do foco da doença. Restrições foram implementadas nessas áreas enquanto técnicos avaliam os riscos epidemiológicos associados à propriedade afetada e às criações que possam ter tido contato com os animais infectados.
Este é o segundo registro de peste suína africana em suínos domésticos na Hungria neste ano, conforme relatado pelo Nébih. O país enfrenta também a circulação do vírus entre javalis, um dos principais fatores que aumentam o risco de introdução da doença nas criações comerciais.
Impactos econômicos e recomendações
Embora a PSA não seja transmissível aos seres humanos e não represente perigo direto à saúde pública, seus efeitos na cadeia produtiva de carne suína podem ser severos. A eliminação dos animais afetados, as restrições ao comércio e movimentação, além das consequências sobre as exportações, são preocupações recorrentes entre os produtores.
Diante dessa situação, o Nébih orientou os criadores a manterem suas granjas fechadas e a evitarem qualquer contato direto ou indireto dos suínos com javalis. Além disso, casos de mortes ou doenças incomuns devem ser comunicados imediatamente aos veterinários para que as ações necessárias possam ser tomadas rapidamente.